O Google liberou para todos um novo recurso de configuração com inteligência artificial (IA) no Google Search Console. A funcionalidade, anunciada em dezembro e agora liberada para todos, permite configurar relatórios de desempenho usando linguagem natural, sem passar por filtros manuais, comparações complexas ou seleção individual de métricas.
Na prática, o Search Console passa a aceitar comandos do tipo “quero ver o desempenho orgânico do Brasil em mobile nos últimos 28 dias, comparado ao período anterior”, e o sistema monta automaticamente o relatório. O que vai colaborar para a melhoria de análises SEO.
O que exatamente é a configuração com IA do Search Console
A nova funcionalidade atua exclusivamente sobre o relatório de desempenho da busca e tem um papel bem definido: configurar o relatório, não interpretar os dados por você.
Com IA, o Search Console passa a automatizar três tarefas centrais:
- Aplicação de filtros
Query, página, país, dispositivo, aparência na busca e intervalo de datas passam a ser definidos a partir de descrições em linguagem natural. - Configuração de comparações
Comparações de períodos ou segmentos deixam de exigir múltiplos cliques e ajustes manuais. - Seleção de métricas
A IA escolhe entre cliques, impressões, CTR médio e posição média conforme a pergunta feita.
O resultado é um relatório pronto para análise, sem a fricção operacional que sempre marcou o Search Console.
Limitações que precisam ficar claras
Apesar do avanço, o recurso vem com restrições importantes:
- Funciona apenas no relatório de Search results
Não está disponível para Discover nem Google News. - A IA pode interpretar mal o pedido
O próprio Google recomenda revisar filtros e configurações antes de tirar conclusões. - Não executa ações analíticas
Não ordena tabelas, não exporta dados e não gera insights automaticamente.
Ou seja, a inteligência está na configuração, não na análise estratégica.
O que essa mudança revela sobre o futuro do SEO
Aqui está o ponto mais relevante para quem cria estratégias. O Google está aos poucos reduzindo o custo operacional da análise e deslocando o valor para outro lugar: a qualidade da pergunta feita ao dado.
Se antes o diferencial estava em saber “mexer na ferramenta”, agora ele está em:
- saber formular boas hipóteses
- entender o contexto do negócio
- conectar dados de busca a reputação, marca e autoridade
- interpretar sinais, não apenas métricas
Como a Experta enxerga esse movimento
Ao automatizar a configuração de relatórios no Search Console, o Google reduz o peso do trabalho mecânico e deixa explícito que o valor não está mais em “saber usar a ferramenta”, mas em saber o que perguntar, por que perguntar e o que fazer com a resposta.
Dentro da metodologia de Encontrabilidade da Experta, isso reforça a centralidade do diagnóstico como etapa estruturante: dados só fazem sentido quando analisados à luz de posicionamento, autoridade, reputação e contexto de negócio.
A IA acelera o acesso aos sinais, mas não substitui a leitura crítica do ecossistema, nem a capacidade de transformar métricas em decisões estratégicas que impactam visibilidade, marca e crescimento sustentável.