Um estudo recente da HFS, baseado na análise de 75 mil marcas, indica que o YouTube se tornou um dos sinais mais fortes de visibilidade em respostas geradas por inteligências artificiais.
O dado central não está apenas em “ter vídeos publicados”. O estudo aponta que menções explícitas de marca nas transcrições e descrições dos vídeos têm alta correlação com citações em respostas de modelos de IA, como chatbots e modos de busca baseados em IA.
O que o estudo revela na prática
- A correlação entre menções no YouTube e aparições em respostas de IA chega a 0,7, um índice alto para padrões de SEO.
- O fator decisivo não é o título do vídeo, mas o texto interpretável pelas máquinas: descrição e transcrição.
- Modelos de IA são treinados com milhões de horas de transcrições do YouTube, o que amplia o peso desse conteúdo na formação das respostas.
Implicações para SEO e branding
O estudo reforça uma mudança estrutural: visibilidade em IA não depende só de páginas indexadas. Conteúdos audiovisuais, quando bem descritos e contextualizados, passam a funcionar como ativos de autoridade da marca.
Na prática, isso desloca parte do esforço de SEO para:
- estratégia de vídeo pensada para leitura por IA,
- padronização de menções de marca,
- integração entre conteúdo editorial, audiovisual e posicionamento institucional.
Quem trata YouTube apenas como canal de awareness está atrasado. O vídeo, hoje, atua como fonte de dados para sistemas de IA e influencia diretamente quem aparece, quem é citado e quem fica invisível nas novas experiências de busca.