O Google atualizou suas recomendações para sites que dependem de JavaScript, reforçando pontos técnicos que afetam diretamente rastreamento, renderização e, no fim, a indexação.
A orientação fica mais objetiva em dois eixos:
- Status HTTP importa mais do que muita gente trata no dia a dia
URLs que retornam HTTP 200 (OK) entram na fila de renderização. Já páginas com status diferentes de 200, como redirecionamentos e erros, podem ser ignoradas no processo, reduzindo as chances de o Google processar o conteúdo como esperado. - Link precisa ser link, não “botão que parece link”
O Google tende a seguir URLs quando elas estão implementadas como links rastreáveis. Em páginas feitas em JavaScript, é comum usar botões e elementos interativos no lugar de links reais. O problema é simples: se não há um link com URL rastreável, o Google pode não descobrir caminhos internos do site.
Por que isso importa para SEO em 2026
A implicação prática é direta: projetos em JavaScript continuam viáveis, mas o “custo” de errar na implementação aumenta. Quando status HTTP, arquitetura de links e renderização não estão bem resolvidos, o risco é perder descoberta e cobertura de páginas, e isso pode virar queda de tráfego orgânico com cara de “misteriosa”, quando na verdade é rastreabilidade.
O que fazer agora
- Auditar status HTTP em massa (especialmente páginas que deveriam indexar).
- Revisar navegação interna para garantir links rastreáveis, não apenas botões.
- Validar renderização e descoberta com testes técnicos, não só com percepção visual.
Dicas de leitura técnica: documentação oficial do Google sobre SEO para JavaScript e renderização, e a série do Google Search Central sobre rastreamento e indexação.