
O Google publicou, na plataforma web.dev, em abril de 2026, um novo guia com orientações para tornar sites mais compatíveis com agentes de IA. O conteúdo contou com a participação de Kasper Kulikowski, desenvolvedor sênior do Google, e Omkar More, UX Designer da empresa.
O documento é destinado a desenvolvedores e profissionais de SEO e chega em um momento em que agentes de IA começam a visitar, interpretar e agir em sites em nome dos usuários.
Flávia Crizanto, CEO da Experta Media e apresentadora do programa Otimização Semanal, considera que o conteúdo é uma leitura obrigatória para qualquer profissional de SEO.
“Quem acompanha o Otimização Semanal sabe que há 9 meses a gente tem repetido aqui que o SEO está caminhando para essa questão da web agêntica.” comenta Flávia Crizanto, no Otimização Semanal #36
Neste material, trazemos o que o Google aborda neste novo guia e as principais recomendações.
Adicione a Experta como sua fonte preferencial de informações no Google, clicando no botão abaixo.

Boa leitura!
Por que agentes de IA mudam a experiência de busca
Os agentes de IA deixaram de ser utilizados apenas para respostas a perguntas simples e passaram a assumir um papel mais ativo, que inclui buscas na web, consulta a sistemas e execução de ações em nome do usuário.
Com isso, os usuários passaram a substituir os mecanismos de busca tradicionais por Large Language Models (LLMs) para otimizar o processo de pesquisa.
Essa mudança de comportamento afeta diretamente como as marcas aparecem para os seus consumidores e aumenta a necessidade de adequação de conteúdos e sites para essa nova realidade.
Dados publicados pelo Google em março mostram que esse movimento já está em andamento:
- 18% dos consumidores afirmam que pretendem usar agentes de IA com frequência, mantendo apenas a decisão final sob controle humano.
- 13% dizem se sentir confortáveis em delegar praticamente todas as tarefas de forma automatizada.
Leia também: Do chat à ação: como agentes de IA passam a acessar dados, comprar e vender na web
Como é feita a visualização do site por um agente de IA
Diferente de um visitante humano, os agentes de IA não acessam sites através de um monitor. Eles operam a partir de representações legíveis por máquina, e a qualidade dessa representação é um fator determinante para o que o agente retorna ao usuário.
O guia do Google explica que existem três formas principais pelas quais esses sistemas analisam uma página. Abaixo demonstramos, através de uma tabela, como ocorre essa visualização e as modalidades de análise
| Modalidade de análise | Como | Vantagens | Desvantagens |
| Captura de tela | O agente analisa snapshots da página renderizada usando visão computacional | Útil para interpretar interfaces visuais e estruturas confusas | Processo mais lento e com maior custo computacional |
| HTML | Leitura do DOM e código da página | Permite identificar organização e contexto dos componentes | HTML mal estruturado dificulta a interpretação |
| Árvore de acessibilidade | API nativa do navegador que resume elementos interativos e semânticos | É a forma mais objetiva e semântica de navegação para agentes | Depende de boas práticas de acessibilidade e HTML semântico |
Em resumo, os agentes modernos tendem a combinar as modalidades demonstradas acima para obter o melhor resultado, e o papel dos profissionais de desenvolvimento e SEO é fornecer a melhor experiência possível em todos esses canais.
Entender como os agentes enxergam o seu site é o primeiro passo. O segundo é garantir que o que eles encontram seja suficientemente claro para que tomem a ação certa. É justamente aí que entram as recomendações do Google.
As principais recomendações do Google
Para que os agentes de IA consigam navegar e interpretar o seu site corretamente, o Google preparou orientações práticas e acessíveis. Segundo Flávia Crizanto, o documento é um “bê-á-bá” para quem quer começar a se preparar para essa nova realidade.
No guia, encontramos orientações como:
- Interfaces claras, que funcionam tanto para humanos quanto para agentes de IA.
- Layouts precisam ser estáveis e consistentes.
- Evitar elementos considerados “fantasmas”, invisíveis ou com sobreposição transparente.
- Utilização de HTML semântico é preferível.
Outras orientações incluem definir “cursor: pointer” no CSS como indicador de clicabilidade, vincular labels às entradas de formulário com o atributo “for”, e garantir que elementos interativos tenham área visível maior que 8 pixels quadrados para não serem filtrados pela análise visual.
Na prática, a recomendação do Google aproxima SEO técnico, acessibilidade e experiência do usuário na mesma direção.
Leia também: Google amplia política de spam, incluindo recursos de IA
Por que é uma discussão urgente?
Lisane Andrade, co-apresentadora do Otimização Semanal, destaca a importância do guia neste momento:
“Esse guia do Google é importantíssimo para que a gente consiga saber quais são as etapas, o que fazer, como fazer.” – Lisane Andrade, Otimização Semanal #36
Não há dúvidas que trata-se de uma adequação necessária no momento atual. Sites mal estruturados, com HTML confuso ou elementos invisíveis, já estão deixando de ser interpretados corretamente por agentes que atuam em nome de consumidores reais.
A boa notícia é que as práticas recomendadas pelo Google para compatibilidade com agentes de IA são, em grande parte, as mesmas que já orientam um bom trabalho de SEO técnico e acessibilidade. Ou seja, quem já investe em estrutura semântica, clareza de navegação e consistência de layout está um passo à frente.
Não sabe por onde começar? A Experta analisa como a sua marca está sendo lida por humanos e por agentes de IA. Entre em contato e conheça nossos serviços de link building, SEO e Digital PR