O que é SEO (Search Engine Optimization)? Entenda de uma vez por todas

Mas afinal, o que é esse tal de SEO que todos amam no mundo do marketing? Entenda o conceito e o porquê dele ser tão importante para o Google.

Última atualização:

13 de maio de 2024

Flávia Crizanto
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    Você começou seu próprio negócio e sabe que ter um site é um passo fundamental para atrair mais clientes. Por isso, comprou um domínio, escolheu um pacote de hospedagem, criou um layout e colocou o site no ar. 

    Desse momento em diante, você passou a se interessar cada vez mais por formas de fazer com que as pessoas cheguem até o seu site e até está pensando em contratar uma agência de SEO.

    Mas antes de pôr a mão na massa, é importante entender o que é SEO, para que serve e como implementar no seu site de forma eficaz. E é justamente isso que vamos discutir aqui.

    O que é SEO?

    SEO é sigla para Search Engine Optimization (Otimização para Motores de Busca, em português). Trata-se de um conjunto de técnicas aplicadas dentro ou fora de um site, com o objetivo de torná-lo mais facilmente encontrável por quem busca o conteúdo que ele tem a oferecer.

    Pense por um segundo na quantidade de sites presentes na internet hoje em dia. Uma infinidade, não é mesmo? 

    Quando uma pessoa comum, como eu e você, vai em busca de uma informação na internet, dois caminhos se apresentam:

    • Digitamos o endereço do site que queremos acessar ou
    • Realizamos uma pesquisa, por meio de palavras-chave (no Google, por exemplo) que resumem aquilo que queremos encontrar.

    A otimização SEO está diretamente ligada a esse segundo ponto. Quando acessamos um buscador, digitamos (ou mesmo falamos) o que queremos achar e apertamos “Enter", em poucos segundos, uma extensa lista de resultados se abre na nossa frente (essa página de resultados é chamada de SERP - Search Engine Results Page).

    Essa é uma prática comum para a maioria das pessoas atualmente. Segundo uma pesquisa da Internet Live Stats, mais de 3,5 bilhões de pesquisas são feitas diariamente no Google.

    Mas você já se perguntou como é definida a ordem de aparição desses resultados? Além disso, já notou que esses resultados podem ser mais gerais ou específicos, de acordo com a região em que a busca está sendo feita ou a sua localização?

    Sugerimos que você leia nosso dicionário de SEO, caso não esteja familiarizado com os termos técnicos, antes de prosseguir com a leitura deste artigo.

    Entender a otimização SEO pode deixar todas essas questões mais compreensíveis. Veja no vídeo a seguir:

    Se você trabalha com um negócio que atende determinadas regiões, vale muito a pena se aprofundar no SEO local para melhorar sua estratégia e, consequentemente, seus resultados. Não se esqueça!

    A gente sabe que o processo de construir uma estratégia de SEO não é barato e que, se ele não te ajuda a conseguir mais clientes, esse investimento pode ficar comprometido. 

    Esta é uma das principais dores que escutamos, sendo uma consultoria em SEO e agência de link building.

    É tentando obter resultados com seus sites que a maioria das pessoas conhece o SEO. As técnicas são fundamentais para que uma página se destaque em meio a tantas outras e entre no radar dos clientes de forma natural e orgânica. Até porque dados da Backlinko indicam que mais de 50% das buscas no Google resultam em cliques em um dos três primeiros resultados

    Se você está nesse caminho, vamos explicar de forma definitiva o que é SEO e como é possível trabalhar seus conceitos para conquistar uma presença digital mais sólida.

    Neste post, você vai descobrir:

    • O que é SEO;
    • Como o Google funciona;
    • A diferença entre SEO on-page e SEO off-page;
    • As otimizações que fazem diferença para o seu site;
    • E os principais erros a serem evitados.

    Confira também nosso Guia de SEO:

    banner ebook guia de seo

    História do SEO

    O surgimento da World Wide Web (WWW) impulsionou a criação dos mecanismos de busca e, consequentemente, o conceito de Search Engine Optimization (SEO) foi estabelecido. 

    O marco inicial se deu em 1989 com a chegada do primeiro site da internet, o The Project de Tim Berners-Lee, o pai da web. A partir desse momento, a criação de sites se popularizou e muitas outras páginas foram aparecendo.

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    Tim Berners-Lee, o pai da web, hoje com 68 anos. (Foto: Wikimedia Commons)

    No entanto, um problema começou a incomodar os usuários que faziam pesquisas pelos conteúdos: a demora para encontrar o que estavam procurando. Assim, surgiu a necessidade de estabelecer um critério de ordenação para os websites. 

    Essa foi a missão dos mecanismos de buscas, ou seja, sistemas criados para organizar as páginas da web. Empresas como Excite, Yahoo! e Alta Vista foram pioneiras nesse segmento. Porém, o conceito de SEO só começou a ser usado por volta de 1997, quando houve o entendimento de que era preciso “agradar” esses motores de busca para ficar nas primeiras posições. 

    Essa lógica foi definida quando Larry Page e Sergey Brin lançaram o Google, em 1998. O novo mecanismo de buscas representou uma verdadeira inovação no que diz respeito aos critérios para hierarquizar os websites.

    Larry Page e Sergey Brin
    Larry Page e Sergey Brin, respectivamente. Em 2019, a dupla renunciou à liderança, levando Sundair Pichei ao cargo de executivo-chefe da Alphabet, controladora da empresa. (Foto: Getty Image)

    Até então, a categorização das informações não seguia um critério definido. Por exemplo, havia motores de buscas que faziam a hierarquização dos conteúdos seguindo a ordem alfabética. 

    O Google trouxe algoritmos que eram inspirados na lógica de pesquisas de trabalhos acadêmicos: além de ranquear o site de acordo com a palavra-chave, também considerava a sua relação com outros sites da web. 

    Por exemplo, se em um artigo acadêmico número 2 houver a citação ao artigo número 1, o artigo número 1 irá aparecer nos primeiros lugares, pois significa que ele tem mais relevância e popularidade. 

    Dessa forma, os sites começaram a entender o que tinham que fazer para ficar em boas posições nas pesquisas e começaram a adotar estratégias de otimização de sites

    Hoje, as técnicas são muito mais refinadas. O Google evoluiu e segue aprimorando cada vez mais seu algoritmo para oferecer os melhores resultados aos usuários.

    Como o Google funciona?

    O Google está a todo momento se atualizando e trabalhando para organizar as informações da internet e torná-las acessíveis e úteis. 

    Para isso, ele precisa checar os conteúdos, disponibilizá-los nas buscas e estabelecer uma hierarquia de prioridade, ou seja, quais vão ocupar as primeiras posições. Veja os processos a seguir: 

    Rastreamento 

    A cada nova página que surge na web, o robô do Google, Googlebot, fica encarregado de encontrá-la e ler o seu conteúdo. Nesse processo, são avaliadas as técnicas de SEO aplicadas para que, na sequência, a página seja indexada. 

    Assim, o robô faz a varredura pelos links, identifica o tema da página, palavra-chave e outras informações úteis para organizar aquele novo conteúdo nas buscas. 

    Justamente por isso, um dos trabalhos do SEO é facilitar a compreensão que o robô do Google terá sobre determinada  página na web.

    Indexação 

    É quando o conteúdo fica disponível no buscador. Após o rastreamento, as páginas vão para “biblioteca” ou banco de dados do Google. 

    Para facilitar a pesquisa dos usuários, a indexação ocorre de acordo com a palavra-chave do conteúdo, analisando as páginas e categorizando-as. 

    Ranqueamento 

    Existem diversos fatores para o ranqueamento no Google. É com base neles que os sites conseguem ocupar o topo das buscas. Após o sistema analisar a página e indexá-la, é preciso definir qual a sua relevância em relação aos outros sites. Dessa forma, o Google estabelece qual a posição aquele conteúdo vai ocupar na página de resultados, a SERP.

    E-E-A-T

    A sigla significa Experience, Expertise, Authoritativeness and Trust - em portguês, Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiabilidade. Dessa forma, representa os critérios do Google para definir se um conteúdo na web é útil e relevante aos usuários. 

    Entenda melhor cada critério:

    • Experiência: O produtor de conteúdo deve ter experiência prática/vivências no assunto que escreve;
    • Especialização: O produtor de conteúdo também deve ser especialista no assunto;
    • Autoridade: Não apenas as métricas de autoridade de domínio, como também a reputação on-line no respectivo segmento;
    • Confiança: Utilizar informações verdadeiras é essencial para conquistar a confiança do público e do Google.

    Você pode estar se perguntando: qual a diferença entre experiência e especialização? Basicamente, nem sempre a pessoa especialista vivenciou a experiência que está escrevendo. 

    Por exemplo, um psicólogo pode escrever dicas para diminuir a ansiedade durante a época de vestibulares. Entretanto, apenas o estudante que passou pelos exames e testou as dicas pode oferecer uma visão realista e experiencial sobre a eficiência das mesmas.

    Portanto, para a sua página se destacar no Google (de acordo com o próprio Google), você precisa oferecer informações seguras e confiáveis, ter autoridade no assunto (com backlinks, por exemplo) e proporcionar uma boa experiência aos leitores (através de conteúdo útil e técnicas de SEO).

    Fatores de ranqueamento

    Apesar do Google reforçar o conteúdo útil como principal fator de ranqueamento, existem vários outros que todo analista de SEO ou proprietário de sites deve se atentar.

    A Backlinko, uma empresa de treinamento de SEO, fez uma lista com 200 fatores de ranqueamento atualizados. Entretanto, separamos aqui os TOP 8 fatores que você deve se atentar primeiro:

    • Conteúdo útil e de qualidade: O fator de SEO mais importante. Mostrar conteúdo de alta qualidade, informativo e relevante aos usuários sempre foi e continua sendo uma prioridade para o Google;
    • Backlinks: Links vindos de outros sites linkando para o seu domínio, funcionando como votos de confiança. Quanto mais backlinks de alta qualidade você tiver, mais alta será a classificação do seu site;
    • SEO técnico: Isso inclui os aspectos técnicos do site, como arquitetura, velocidade, compatibilidade com dispositivos móveis e capacidade de rastreamento. Certifique-se de que seu site seja tecnicamente sólido e organizado para que os mecanismos de pesquisa possam indexar e entender o conteúdo com facilidade;
    • Otimização de palavras-chave: O processo de usar uma palavra-chave para cada página ou conteúdo do site ajuda os mecanismos de pesquisa a entenderem do que se trata o seu site e facilita a indexação e classificação do mesmo;
    • Experiência do usuário (UX): O Google já deixou claro que todas as atualizações que estão por vir serão pensadas em melhorar a experiência do usuário. Ou seja, os sites dentro do mecanismo devem seguir a mesma lógica;
    • Marcação de esquema: Um tipo de dados estruturados que você pode adicionar ao seu site para ajudar os mecanismos de pesquisa a entender melhor o seu conteúdo;
    • Sinais sociais: Curtidas, compartilhamentos, comentários e outras interações sociais que o conteúdo do seu site recebe. Por isso, certifique-se de que seu site seja compartilhável e estimule a interação social;
    • Sinais de marca: A percepção geral de sua marca on-line, para isso, ela deve ser conhecida e respeitada em seu respectivo nicho de mercado.

    Não podemos deixar de citar as métricas de autoridade de domínio, os famosos DA e DR, sendo o primeiro medido pela ferramenta Moz e o segundo pelo Ahrefs.

    Apesar de não serem mais o principal fator de ranqueamento do Google, em um cenário em que todos os outros fatores são iguais, uma página em um domínio com autoridade maior terá uma classificação mais alta do que uma página em um domínio com menos autoridade.

    Lembrando que estes são apenas os fatores mais importantes do momento, sendo possível que as coisas mudem após uma nova atualização.

    Como as atualizações do algoritmo do Google interferem no SEO? 

    Os algoritmos do Google definem toda a lógica de funcionamento do buscador, a cada nova atualização os critérios podem mudar. Portanto, em uma nova configuração, práticas antigas podem não fazer tanto sentido e gerar perda de tráfego orgânico. Ou então, pode haver um update que realce as estratégias que já vinham sendo feitas. 

    Assim, dependendo da atualização, podem haver flutuações no ranqueamento da SERP, no tráfego ou até nas palavras-chave de um site.

    Por isso, os analistas de SEO precisam estar atentos a todo tipo de novidade e entender o que o Google está querendo dizer a cada nova inovação.

    Conheça todas as atualizações do Google.

    Para que serve o SEO?

    Segundo a pesquisa TIC Domicílios de 2020, só no Brasil existiam mais de 14 bilhões de sites ativos na internet, dentre esses, mais de 930 mil de e-commerce. Imagine quantos novos surgiram até hoje, não é mesmo? 

    Diante desses números, é importante saber como se destacar no mercado. E é aí que entra o SEO!

    As técnicas de otimização SEO permitem ao Google, que trabalha por meio de algoritmos, entender exatamente o assunto de um site. A partir desse ponto, ele busca fazer o cruzamento perfeito de dados entre o termo de busca utilizado na pesquisa e o resultado apresentado ao usuário.

    Quanto melhor o Google consegue responder essa demanda, apresentando conteúdos de qualidade para quem está por trás da tela, mais ele garante que aquele usuário vá repetir essa ação, sempre que estiver procurando alguma informação. Para quem possui um site, as técnicas de SEO servem para adequá-lo a essas buscas.

    Na prática, o resultado dessas ações está na ascensão do site na página de resultados do Google, conhecida como SERP. O que os profissionais de marketing digital já sabem, mas talvez você não saiba, é que, quanto mais alto for o posicionamento de um site nesse ranking de resultados, maior a chance de o usuário clicar nele.

    Segundo pesquisa do MOZ, mais de 70% dos cliques são feitos APENAS nos primeiros resultados do Google

    E todo e-commerce sabe que quanto mais cliques, mais leads e, consequentemente, mais clientes. Daí, a importância de estar bem posicionado no Google!

    É assim que a popularidade do site começa a aumentar. Logo será possível mensurar a quantidade de visitas e de conversões (como as vendas) obtidas de forma orgânica (sem pagar anúncios).

    SEO on-page e off-page: definições e diferenças

    As técnicas SEO podem ser aplicadas tanto dentro quanto fora de um site. Apesar de complementares, é importante entender as diferenças entre cada estratégia.

    SEO on-page

    Diz respeito a todas as adequações feitas dentro do domínio, para que o Google entenda perfeitamente do se trata o site.

    O SEO on-page abrange desde a parte técnica do site, como a plataforma escolhida para a hospedagem e a otimização para dispositivos móveis, até detalhes semânticos, que devem se basear no volume de buscas de palavras-chave referentes ao seu negócio. Estamos falando das URLs, dos títulos das páginas e dos conteúdos que elas abrigam.

    Dentro do SEO on-page, temos o SEO técnico que se refere à questão técnica do site mencionada acima. Suas principais características incluem:

    • Criação de sitemap;
    • Arquitetura da informação;
    • Organização de linkagem interna;
    • Renderização;
    • Design responsivo (mobile-friendly);
    • Migração para o sistema HTTPS;
    • Marcação de dados estruturados;
    • Boa velocidade de carregamento.

    Mais para frente vamos detalhar melhor cada aspecto da análise de SEO on-page.

    SEO off-page

    Como você deve estar imaginando, o SEO off-page tem a ver com ações que acontecem fora do domínio, mas que trazem benefícios a ele.

    Acontece que o Google também leva em consideração – e muito – o relacionamento entre os sites, expresso por meio de links. O link building e o Digital PR são as principais técnicas de SEO off-page (confira mais detalhes sobre cada estratégia abaixo).

    O principal objetivo dessas estratégias é aumentar a autoridade do site e sua reputação on-line, de modo que ele se torne referência no nicho de mercado em que está inserido. Assim, a partir de links recebidos de outros domínios de qualidade (backlinks), o Google também entende que o site é de confiança e merece posições de destaque na classificação.

    Mais informações: SEO on-page e SEO off-page.
    

    Como melhorar o SEO do meu site?

    Você chegou até aqui sabendo o que é SEO e como ele é importante para fazer com que o seu público vá até você. A seguir, apresentaremos algumas boas práticas que você deve aplicar para que os resultados comecem a aparecer. 

    Antes de iniciar, vale ressaltar que todas as estratégias surgem após a auditoria de SEO do site, processo que consiste em avaliar e melhorar seu desempenho nos motores de busca. 

    A finalidade é identificar oportunidades de otimização e resolver problemas técnicos que possam afetar a visibilidade e a classificação do site nos resultados de pesquisa. Apenas depois dessa análise, as estratégias para aprimoramento são definidas.

    Agora sim, vamos às otimizações que vão ajudar a levar o seu site ao topo:

    Pesquisa de palavras-chave

    A palavra-chave, também chamada de keyword (KW), é o termo procurado pelas pessoas nas buscas feitas pela internet. Uma pesquisa de palavras-chave consiste em identificar quais são os termos mais procurados pelo seu público-alvo e, portanto, mais importantes para o seu negócio.

    Ao entender o que os seus clientes em potencial estão buscando, fica mais fácil criar uma estratégia para publicar conteúdos relevantes, atrativos e que consigam oferecer as soluções desejadas. A partir dessa compreensão, é possível afirmar que a pesquisa de palavras-chave é fundamental para criar conteúdo útil e bem posicionado para o seu nicho.

    A pesquisa de palavras-chave é feita por meio da análise de métricas de cada termo. Qual KW tem maior volume de busca? Qual é o termo ou expressão mais procurado pelo seu público-alvo? Quais as suas chances de ranquear para esta palavra-chave? Tudo isso pode ser pensado a partir das análises feitas em ferramentas de SEO, como Ahrefs, SEMrush e Ubersuggest.

    Além disso, é preciso analisar a concorrência para saber para quais termos eles já estão ranqueando. Assim, fica mais fácil escolher as palavras-chave com mais oportunidades de classificar e também qual tipo de conteúdo mais se destaca para aquele público.

    A escolha de palavras-chave vai definir toda a estrutura do site e as estratégias de otimização a serem aplicadas. No decorrer do texto, vamos explicar melhor suas aplicações no SEO on-page e off-page.

    Arquitetura do site

    Durante a auditoria de SEO, é possível detectar falhas e pontos fracos da página, que vão direcionar a organização da arquitetura do site.

    Organizar como as informações de um site serão apresentadas é importante para uma melhor experiência do usuário.

    Os algoritmos do Google fazem uma verdadeira varredura nos sites, de tempos em tempos, para atualizar o ranking de resultados. Um dos fatores que ele observa no site é a sua estrutura, ou seja, a forma como o domínio é organizado em páginas.

    Uma boa prática é estruturar seu site em topic cluster, com uma hierarquia lógica e intuitiva, organizada em níveis. Nesse esquema, a página inicial (home) é o conteúdo pilar, ou seja, todas as outras páginas de categoria e subcategoria devem se organizar em torno dela. Observe no esquema abaixo:

    exemplo de arquitetura do site em topic cluster
    Exemplo de uma arquitetura de site organizada em topic cluster.

    O ideal aqui é que todas as páginas do seu site sejam interligadas por meio de links internos, de modo que o usuário navegue de maneira rápida, fluida e intuitiva entre elas (sem precisar voltar à página inicial, por exemplo).

    É importante lembrar que cada página deve estar otimizada para uma palavra-chave. Ao identificar os termos mais procurados dentro do nicho do seu site, é possível estabelecer uma hierarquia de conteúdo, com categorias mais amplas e subcategorias mais específicas. 

    Lembre-se também da teoria dos 3 cliques de distância muito utilizada no SEO. Segundo ela, todo conteúdo deve ser acessado em até 3 cliques para manter a simplicidade e evitar que os usuários fiquem frustrados com a experiência no site.. 

    Otimização on-page

    Como falamos anteriormente, as técnicas de SEO on-page são aquelas feitas dentro do próprio site. Após realizar a auditoria e identificar as falhas técnicas, está na hora de consertá-las a fim de melhorar a experiência do usuário. Confira alguns pontos a serem observados:

    URLS AMIGÁVEIS

    As URLs devem ser simples e organizadas. Por isso, sempre inclua a palavra-chave na URL, evite inserir números e tente mantê-las curtas. Você pode seguir a estrutura: nomedosite.com/categoria/subcategoria.

    Além disso, você deve otimizar a slug da sua URL, inserindo a palavra-chave do texto. Trata-se da última parte da URL que vem logo após a “/”. Neste artigo, a slug é:

    print slug o que e seo
    Slug destacada em verde: /o-que-e-seo.

    A otimização da slug é importante tanto para o usuário quanto para os robôs do Google, uma vez que sua função é ser descritiva e apontar de forma resumida o que será encontrado na página.

    Dicas para otimização de slug:

    • Sempre insira a palavra-chave;
    • Utilize cerca de 3 a 5 palavras;
    • Mantenha entre 3 a 250 caracteres;
    • Use traços (“-”) para separar as palavras;
    • Não insira caracteres especiais, como acentos e pontuações (exceto traços);
    • Use apenas letras minúsculas.

    LINKAGEM INTERNA

    Além de ajudar a manter a estrutura do site organizada e interligada, a linkagem interna pode sugerir conteúdos interessantes para incentivar o usuário a continuar navegando pelo site. 

    Os mecanismos de busca também seguem a navegação por estes links, assim, a construção de links internos ajuda os rastreadores a mapearem seu site e indexar novas páginas mais rapidamente.

    TITLE TAG OTIMIZADA

    A title tag é o título que aparece no código HTML e nos resultados de pesquisa, definindo sobre o que se trata uma página. A title precisa conter a palavra-chave contextualizada para deixar claro do que se trata o conteúdo, e deve ser atrativa para aumentar as chances de clique. Geralmente, quanto mais no início da frase a KW estiver, melhor!

    USO CORRETO DAS HEADING TAGS

    Os títulos e subtítulos de uma página são chamados de heading tags (H1, H2, H3…), os quais servem para hierarquizar a informação, organizar os conteúdos e melhorar a legibilidade. Seguem a mesma lógica de uma boa arquitetura do site, que deve ser fácil, prática e intuitiva de navegar. 

    Obrigatoriamente, só pode haver um H1 por página com a palavra-chave inserida, já os outros Hs possuem mais flexibilidade. 

    Além de organizar o conteúdo, os H2, H3, H4…servem para facilitar a leitura de textos mais longos. Na Era do Imediatismo, muitas pessoas tem preguiça ou não conseguem se concentrar em artigos muito extensos. Assim, a separação em headings quebra o conteúdo em partes menores, de modo que a pessoa usuária pode ler de pouco em pouco ou ir direto para o subtítulo que a interessa.

    META DESCRIÇÃO ATRATIVA

    A meta descrição (meta description) é a descrição de um conteúdo que aparece nos resultados de busca.

    print meta descrição experta
    A parte destacada em verde é a meta descrição deste conteúdo. Acima, temos a title tag.

    Em poucas palavras, incluindo a keyword principal, você deve explicar o que os usuários encontrarão naquele conteúdo, de modo a convencê-los a clicarem na página. O objetivo da meta descrição é ajudar o usuário a diferenciar e selecionar os resultados que correspondam a sua intenção de busca.

    Segundo o próprio Google, a meta descrição é “como um argumento de venda que convence o usuário de que a página é exatamente o que ele está procurando”.

    DESIGN RESPONSIVO

    O site deve ter a capacidade de se adaptar às diferentes telas (computador, tablet e celular). Desde o mobile-friendly update, em 2015, o Google considera o design responsivo como um fator de ranqueamento. Até porque, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios, 58% dos brasileiros acessam a internet apenas pelo celular.

    Essa adaptação deve levar em conta a distribuição visual das informações, por exemplo, considere esta versão web de uma página:

    página vista pelo computador

    Veja a diferença entre a adaptação incorreta e a correta para a versão mobile:

    versão mobile incorreta e correta da página, feita com SEO técnico
    A adaptação de uma página para a versão mobile deve considerar tanto um design atrativo quanto a experiência do usuário.

    Algumas ferramentas de criação de sites (como WordPress, Wix e Beaver Builder) já incluem a otimização automática de layouts para o mobile. Mas, para garantir a melhor experiência possível, o ideal é realizar o teste de compatibilidade com dispositivos móveis disponibilizado pelo próprio Google.

    VELOCIDADE DE CARREGAMENTO

    A velocidade de carregamento da página é um dos fatores de ranqueamento mais importantes no Google. A própria plataforma recomenda que o site leve até três segundos para carregar, no máximo. Para aumentar a velocidade do site, pode ser necessário deixar as imagens mais leves, aplicando o Lazy Loading, ou até exigir conhecimentos mais específicos de programação.

    Para analisar com mais detalhes, recomendamos utilizar o PageSpeed Insights. Trata-se de uma ferramenta do Google para informar o desempenho real de um site ou página em dispositivos móveis e computadores e sugerir maneiras de melhorar sua velocidade.

    Conteúdo útil e otimizado

    Uma boa otimização de conteúdo precisa, minimamente, ter texto de qualidade, imagens otimizadas e heading tags adequadas.

    Quando falamos de SEO aplicado a conteúdo em sites, logo pensamos na presença de palavras-chave, que precisa ser orgânica. Ou seja: nada de repetir os termos exaustivamente pensando em impressionar. Esse truque até funcionava há pouco tempo, mas hoje em dia pode render o efeito contrário.

    Antigamente, o algoritmo do Google prioriza a classificação de páginas com a maior quantidade de palavras-chave inseridas. Entretanto, muitos produtores de conteúdo começaram a incluir palavras-chave de forma desenfreada e, muitas vezes, sem conexão lógica com o texto, apenas para melhorar seu ranqueamento. Ao perceber essa manipulação, o Google atualizou seu algoritmo e passou a desconsiderar as tags de keywords.

    Para não cometer este erro, produza um conteúdo claro, informativo, original e encontre as palavras-chave certas com variações, através de ferramentas como o Keyword Planner ou o Answer the Public. Pense sempre em ajudar a quem lê.

    Um bom conteúdo é aquele capaz de informar tanto as pessoas que visitam o seu site quanto os robôs do Google sobre o que se trata suas páginas. Dentro desse cenário, você pode unir o útil ao agradável, aplicando SEO nas estratégias de Marketing de Conteúdo.

    Vale ressaltar que, em 2024, o Google incluiu o Helpful Content como parte do seu core update. Ou seja, a partir de agora, todas as atualizações principais terão melhorias relacionadas à valorização do conteúdo útil nos resultados de pesquisa.

    E não confunda conteúdo útil com conteúdo extenso. Claro que artigos mais completos ganham destaque, mas eles devem conter informações relevantes ao público, abordando diversos tópicos dentro de um mesmo tema. Nada de “encher linguiça” para aumentar a quantidade de palavras!

    Importante ressaltar que, quando falamos de conteúdo, temos a tendência de pensar apenas no texto otimizado, mas é importante também lembrar das imagens. É preciso ter em mente que, no SEO, o uso de imagens na otimização de sites é bastante relevante.

    Não adianta encher o site com imagens aleatórias, elas precisam estar contextualizadas e auxiliar na compreensão do conteúdo. Além disso, imagens otimizadas, com a palavra-chave inserida adequadamente no título e no alt text, também podem ser ranqueadas no Google Imagens, sendo outra forma dos usuários chegarem até o seu site.

    Link Building

    É por meio do link building que se constrói um dos fatores de mais peso para o SEO: a autoridade do site. Essa técnica de SEO off-page consiste em construir relacionamentos com outros sites, por meio de links, e mostra ao Google que seu site é uma referência no assunto que aborda.

    O raciocínio é simples: 

    Quanto mais sites relevantes apontarem links para o seu site, maior é a sua autoridade e mais peso ele terá quando o Google tiver que decidir quem ocupará uma posição mais privilegiada na página de resultados.

    Repare que precisam ser sites relevantes, não é qualquer página da internet que vai passar autoridade para o seu domínio. Portanto, não adianta inserir diversos backlinks em sites de baixa qualidade. Um site de boa qualidade é aquele que possui boas métricas, incluindo autoridade de domínio (os famosos DA e DR) e alto tráfego orgânico, mas também é do mesmo nicho ou correlato com seu backlink

    O link deve estar inserido em uma palavra-chave ou texto âncora que faça sentido com o contexto. Você também deve ficar atento ao tipo de link selecionado, dando preferência aos links dofollow. Por fim, procure não encher o texto de links, visto que cada vez mais o Google valoriza a naturalidade de um conteúdo, por isso, recomendamos um limite de três backlinks por texto.

    Entre os vários serviços que uma agência de link building oferece para o seu site, é preciso colocar em prática primeiro as estratégias básicas de link building para SEO. Só depois de ter a base da sua estratégia estruturada, recomenda-se explorar técnicas mais avançadas.

    Outra estratégia off-page, que está em ascensão, é o digital PR, também conhecido como assessoria de imprensa digital. Assim como na assessoria tradicional, o PR procura em formas estratégicas de veicular um cliente na mídia, mas com foco em canais digitais. Seu principal objetivo é melhorar a reputação on-line e tornar-se referência no segmento de mercado em que atua.

    Apesar de não ser o foco da estratégia, o digital PR também é uma ótima forma de conquistar backlinks de qualidade. Por exemplo, ao realizar uma entrevista aprofundada ou até uma pesquisa de mercado, é provável que outros veículos de imprensa e produtores de conteúdo referenciem você ou sua empresa de forma natural, inserindo links organicamente.

    Erros de SEO e práticas não recomendadas

    Por fim, precisamos te alertar: nem todo esforço em SEO é válido. 

    Existem más práticas, como o Black Hat SEO, que você não deve utilizar na sua estratégia. Os principais erros incluem:

    • Cloaking: entregar conteúdos diferentes para uma mesma URL, de modo que o Google veja uma versão diferente da que o usuário pode ver;
    • Link Farm: utilizar uma rede de sites com o único intuito de publicar conteúdos com links;
    • Conteúdo duplicado: copiar o conteúdo de outro site e apropriar-se dele é considerado plágio;
    • Links fora de contexto: o backlink inserido deve ter relação com o conteúdo do texto, links aleatórios também podem gerar punição;
    • Compra de links: pagar para inserir um link em um site, sem que haja contexto com o conteúdo ou seja necessário para a total compreensão do usuário, também pode resultar em penalidades.

    Nós também não recomendamos PBN (Private Blogs Network), pois acreditamos ser uma prática mal vista no mercado.

    O PBN segue a mesma lógica do Link Farm, trata-se de uma rede de blogs criados e atualizados com o único objetivo de alimentar links que serão enviados para outros sites. A princípio, parece que vários sites estão referenciando um domínio em questão, mas são todos do mesmo dono.

    Recentemente, o Google anunciou que utiliza um sistema de prevenção de spam de links para detectar sites usados para gerar backlinks não orgânicos (por exemplo, aqueles conquistados por PBN).

    A ideia dessas práticas Black Hat é encontrar brechas nas especificações do algoritmo do Google para trazer autoridade e relevância aos sites de maneira mais rápida possível. 

    Entretanto, a longo prazo, é muito provável que esses domínios sejam penalizados, até porque as novas atualizações do Google priorizam conteúdos úteis ao usuário, não aqueles que só se importam com o ranqueamento.

    Dentre as possíveis penalidades, existem:

    • Notificações da equipe do Google;
    • Queda nas classificações da SERP;
    • Queda no tráfego orgânico;
    • Perda de palavras-chaves ranqueadas;
    • Links ignorados pelo algoritmo do Google;
    • Desindexação de páginas.

    E pior: se você receber muitas penalidades, o Google pode se recusar a indexar e rastrear o seu site, o que nega a capacidade de classificação do mesmo. 

    Para você ficar ainda mais por dentro do que não fazer, recomendamos a leitura do nosso artigo 10 erros de SEO para você não cometer.

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    Fundadora de Experta, jornalista e professora.
    Publicado em 3 de agosto de 2020 | Atualizado em 13 de maio de 2024
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