Rio 3.5: A polêmica da nova IA brasileira

A polêmica do Rio 3.5 revelou uma disputa de créditos no mundo das IAs de código aberto

Robô humanoide em ambiente urbano, simbolizando a inteligência artificial generativa e o debate sobre o lançamento e a polêmica envolvendo a IA Rio 3.5.
O lançamento do Rio 3.5 também gerou debates e controvérsias. Imagem: Canva

O IplanRio, empresa municipal responsável por desenvolvimentos tecnológicos, publicou em junho de 2026, no Hugging Face, plataforma onde são disponibilizados recursos ligados à inteligências artificiais, o Rio 3.5, uma LLM (large language models) pública e de código aberto.

O modelo de inteligência artificial criado no Rio de Janeiro repercutiu ao superar grandes concorrentes em alguns benchmarks técnicos, e o engajamento nas redes sociais gerou ampla divulgação dos resultados.

Entretanto, o modelo levantou algumas especulações e foi envolvido em polêmicas em relação à sua falta de divulgação oficial pelo governo, um ruído que demonstra a importância de uma assessoria de imprensa digital para lançamentos estruturados, e ao uso como base de outras IAs generativas, sem os devidos créditos.

Neste artigo trataremos sobre o que é o Rio 3.5 e as polêmicas que envolveram o modelo de IA carioca. Não esqueça de adicionar a Experta Media como sua fonte de notícias preferencial no Google, clicando no botão abaixo, para não perder nada.

Rio 3.5: A polêmica da nova IA brasileira

Boa leitura!

O que é o Rio 3.5?

O Rio 3.5 é uma LLM desenvolvida no Rio de Janeiro, com função pública e de código aberto. Com custo total de R$500 mil reais, segundo o município do Rio. O projeto é considerado uma evolução do modelo chamado Rio 3.

A nova inteligência artificial carioca passou por diversos testes técnicos e se mostrou superior a modelos como DeepSeek v4 Pro e o Qwen 3.7. Conta com 397 bilhões de parâmetros e foi construído com base nos modelos de código aberto Nex N2 Pro, da empresa Nex-AGI, e do Qwen 3.5, da Alibaba.

Ressaltando que compreender o surgimento e avanço dessas tecnologias é fundamental, pois elas impactam diretamente as novas estratégias em SEO e o futuro da busca orgânica. 

Leia também:Google lança Gemini Spark, agente de IA autônomo

Entenda a polêmica entre o Rio 3.5 e a Nex-AGI 

Logo após o modelo ganhar visibilidade, a empresa Nex-AGI veio a público afirmar que o Rio 3.5 é, na verdade, uma versão renomeada de seu modelo de código aberto, o Nex N2 Pro.

A empresa publicou uma prova matemática e um script de verificação para embasar a afirmação. Segundo a Nex, quando o modelo é questionado sem um prompt de sistema inicial, ele se identifica literalmente como “Nex N2 Pro”. A Nex-AGI, empresa responsável pelo modelo, não veio a público acusar o IplanRio sobre o uso, mas sim sobre a falta de crédito na documentação oficial.

Flávia Crizanto, apresentadora do Otimização Semanal e CEO da Experta Media, agência de link building especializada, comenta no episódio 42 do programa sobre a polêmica. 

“Lembrando que a Nex está reclamando não do uso, ela está reclamando da falta de créditos”, esclareceu Flávia durante o programa.

No mundo do código aberto, modelos podem ser modificados e combinados para gerar versões novas. O que se espera é que sejam creditados os modelos utilizados como base.

Leia também: Como a IA está mudando o comportamento de busca na SERP do Google

Análise de PR e tecnologia: O impacto do caso Rio 3.5

Durante o episódio 42 do Otimização Semanal, Flávia aborda também a opinião de outros especialistas, como a do pesquisador Rafael Quintanilha, que trouxe uma leitura técnica do caso. Segundo ele, o N2 Pro é baseado na mesma arquitetura do Qwen 397B, que foi o único modelo base divulgado pelo Rio de Janeiro. 

No processo de criação do Rio 3.5, primeiro ocorreu o chamado “merge”, depois a destilação e a aplicação do SwiReasoning. O ponto central é que o upload do modelo foi feito antes da etapa do OPD (On-Policy Distillation), que é onde as descrições e atribuições são divulgadas formalmente.

“Ele acredita que, quando isso acontecer, todos os créditos serão dados”, resumiu Flávia.

A situação foi amplificada pela ausência de uma comunicação oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. O modelo viralizou de forma orgânica durante um jogo da Copa, sem que houvesse um anúncio formal de lançamento.

“Não houve uma comunicação oficial do governo do Rio de Janeiro dizendo que lançaram essa IA. O Rio 3.5 viralizou por causa da Copa, e o prefeito do Rio aproveitou para falar que sim, estão fazendo isso”, contou Flávia.

Para Flávia, apesar de a polêmica ter tido efeitos negativos para o release do modelo, não é um motivo para descredibilizar todo o avanço relacionado a esse projeto.

“Não é porque a informação foi truncada, viralizou antes do tempo e não houve uma comunicação oficial que a gente deve desmerecer esse trabalho que está sendo feito. É muito importante a gente ter uma IA que vai ser treinada aqui; mais do que isso, uma IA que tem uma função pública.”

A comunicação e o seu papel estratégico em lançamentos públicos

No mundo do código aberto, é natural que modelos sejam aprimorados em cima de outros, gerando versões novas. O que o caso Rio 3.5 mostrou é que, além da parte técnica, a comunicação estruturada, a transparência e a produção de conteúdo para web com clareza documental são partes essenciais de qualquer lançamento na área de IA, especialmente quando o produto tem natureza pública e alcance internacional.

Evitar ruídos em lançamentos tecnológicos ou gerenciar crises de imagem exige um posicionamento estratégico impecável no ambiente digital. Conheça os serviços da Experta Media e impulsione o seu tráfego orgânico com um time especializado.

Aumente suas Vendas Online!

Receba uma análise GRATUITA e personalizada para seu site e descubra como receber mais tráfego. Vamos te explicar tudo que deve ser feito para que seu site cresça e venda!