Já publicamos aqui em nosso blog dois textos sobre o que acontece quando a Inteligência Artificial conta uma história errada sobre a sua marca. No primeiro, apresentamos o conceito de brand drifting e de IA brand drift e explicamos os motivos pelos quais os modelos de inteligência artificial generativa, os LLMs, podem descrever uma empresa de forma incorreta ou desatualizada. No outro, detalhamos as fontes que a IA usa para construir essa narrativa como fóruns, sites de avaliação, Reddit, Reclame Aqui e até mesmo conteúdo de terceiros.
Se você os leu e ficou se perguntando como isso aconteceria na prática, o texto de hoje é a resposta!
Em 2025, uma agência americana de marketing chamada Seer Interactive decidiu testar o que o ChatGPT e o Gemini tinham a dizer sobre ela. O conteúdo encontrado virou um dos cases mais citados sobre reputação de marca em IA. Se você ainda não leu esses dois textos, sugerimos que comece por eles.
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Uma única avaliação ruim em mais de 20 anos de história
A Seer Interactive existe desde 2002. Em mais de duas décadas de operação, a agência acumulou uma taxa de retenção de clientes de 97% e chegou a ser um dos 16 locais de trabalho mais admirados do mundo, de acordo com uma pesquisa de 2025 da revista norte-americana Newsweek. Era uma empresa que não possuía um histórico de problemas relacionados à reputação.
Mesmo assim, quando Nick Haigler, o responsável pela área de pesquisa e inovação em Inteligência Artificial da Seer começou a monitorar as respostas do ChatGPT e do Gemini sobre a agência, o que aparecia com mais frequência não era uma notícia ou informação positiva. Era uma avaliação negativa mencionando a alta rotatividade no cargo de gerentes de contas da instituição.
Uma única reclamação isolada, de uma única pessoa, em todos esses anos de história da agência. Durante três meses de monitoramento, essa mesma informação apareceu 67 vezes nas respostas geradas pela IA sobre a agência, tornando-se um dos atributos negativos mais associados à Seer.
E o pior é que a inteligência Artificial não estava inventando nada. Ela estava apenas repetindo aquilo que encontrou com mais frequência nas fontes que consultou, já que aquela avaliação aparecia por vezes suficiente para ganhar o peso de um fato consumado e documentado.
O fundador da Seer, Wil Reynolds, descreveu bem o problema: quando um humano vê uma avaliação negativa em meio a anos de um histórico positivo, ele processa a informação, compreende o contexto e relativiza o fato. Um algoritmo não faz isso. A IA tende a dar mais peso para informações que aparecem repetidamente em suas fontes de “alimentação”.
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O que a Seer fez com essa informação?
A agência não tentou apagar a avaliação e não ignorou o problema. O que a Seer fez foi, estrategicamente, produzir e publicar conteúdo próprio com dados reais sobre a rotatividade de colaboradores em suas equipes, embasado em uma pesquisa interna verificável, distribuindo esse material nos canais que os LLMs consultam quando estão aprendendo sobre determinado assunto.
Após uma semana, a resposta do ChatGPT sobre a agência havia mudado. A avaliação negativa continuava existindo, mas o conteúdo novo passou a competir com ela e ganhou destaque. O dado verificável, publicado de forma estruturada e acessível, pesou mais do que a reclamação antiga para a IA.
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O que esse case tem a ver com a sua empresa?
O que aconteceu com a Seer pode estar acontecendo com a sua empresa hoje. Uma avaliação negativa, um comentário em um fórum, um artigo publicado anos atrás: se esse conteúdo aparece com frequência suficiente nas fontes que as IAs generativas consultam, começa a moldar as respostas entregues quando alguém pergunta sobre o seu negócio.
Pesquisas recentes apontam que 54% dos brasileiros já tomaram decisões de compra influenciadas por recomendações geradas por IA. É aquela máxima antiga: “quem pergunta, quer saber!” E quem faz a pergunta, muitas vezes, já está em processo de decisão, precisando apenas de um “empurrãozinho” que pode vir ou não, dependendo da resposta recebida pelo possível cliente.

Para saber o que a IA está dizendo sobre a sua marca você pode fazer o mesmo teste que a Seer fez: pergunte ao ChatGPT ou outra IA generativa sobre sua empresa e a concorrência, sobre a qualidade de atendimento, sobre o que os clientes dizem. Observe não só se a sua marca aparece nas respostas, mas principalmente atente-se ao que é dito e de onde vem essa informação.
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É possível “corrigir” o que a IA aprendeu sobre você!
O case da Seer mostra que é possível, sim, influenciar e corrigir as informações geradas pela inteligência artificial, mas que não existe uma fórmula mágica. O que funcionou nesse caso foi uma combinação de SEO bem estruturado, link building para ampliar a presença da marca nas fontes certas e Digital PR para gerar menções com peso de autoridade.
Aqui na Experta dispomos de um método próprio para ajudar você quando o assunto é brand drifting. Se você já testou o que as IAs dizem sobre a sua marca ou se ainda não fez esse teste e quer entender por onde começar, fale com a gente.