Conteúdo Non-Commodity: o novo padrão do Google

Entenda por que o Google está priorizando conteúdo non-commodity e como isso pode afetar o SEO.

O que chamamos de conteúdo “útil” ou “de qualidade” ganhou uma nova nomenclatura: conteúdo non-commodity. É aquele que destaca, principalmente, o conhecimento profundo de quem está produzindo, por isso, é único, dificilmente replicável, específico, normalmente trazendo casos reais e autênticos, contando com a experiência própria.

O conceito foi abordado durante o Google Search Central Live, evento do Google voltado a profissionais de SEO, editoras, desenvolvedores, entre outros profissionais ligados ao marketing digital e notícias, realizado em abril, em Toronto, no Canadá. 

Durante o encontro, o diretor de pesquisas do Google, Danny Sullivan, apresentou a diferença entre conteúdo commodity e non-commodity, trazendo a importância do tópico para quem depende de tráfego orgânico, além de ser um conceito que está diretamente ao futuro do SEO. 

Quer entender o que isso significa e o que muda na prática? Continue lendo este texto para ficar por dentro dessa novidade.

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Conteúdo Non-Commodity: o novo padrão do Google

 

Boa leitura!

O que é o conteúdo commodity e o que o diferencia do non-commodity

O termo “commodity” vem do mercado financeiro. São matérias-primas básicas disponíveis em escala, sem diferenciação. O Google usou esse conceito para nomear um tipo de conteúdo que a web produziu em grande quantidade nos últimos anos.

“Quando a gente fala de commodity é um termo que se usa para matérias-primas básicas que geralmente estão disponíveis em escala. E aí o Google faz essa relação e fala que hoje o Google tende a não valorizar mais esse conteúdo”, explicou Flávia Crizanto no Otimização Semanal.

Para ilustrar a diferença entre conteúdo commodity e non-commodity, Danny Sullivan usou exemplos práticos de três segmentos diferentes. A seguir, traduzimos a tabela sobre a diferença entre os dois conteúdos que foi apresentada no evento:

RamoConteúdo CommodityConteúdo Non-Commodity
Loja de esportesTop 10 coisas para considerar ao comprar um tênis de corrida
Conselhos padrão sobre tamanho, suporte de arco e amortecimento. 
Por que o tênis deste cliente colapsou após 400 milhas: uma análise de padrão de desgasteUma análise aprofundada em vídeo do padrão de desgaste nos tênis de um cliente após 400 milhas, explicando exatamente por que o tipo específico de pisada dele fez com que eles colapsassem lateralmente. 
Corretor imobiliário7 dicas para quem vai comprar a primeira casa
Dicas gerais sobre pré-aprovação, localização e orçamento. 
Por que abrimos mão da inspeção (e economizamos US$ 15 mil): um olhar dentro da tubulação de esgotoUm detalhamento de uma disputa de compra específica que você venceu: “Oferecemos US$ 15 mil abaixo do valor pedido, mas dispensamos a inspeção do esgoto porque  entrei na tubulação e vi que era PVC, não concreto.” 
Designer de interioresAs tendências de 2024 para cozinha que você precisa ver
Fotos de armários verdes e ferragens de latão encontradas no Pinterest. 
Mármore x suco de uva: por que me recusei a instalar pedra para uma família de cinco pessoasUm vídeo explicando por que você se recusou a deixar um cliente instalar bancadas de mármore em uma casa com três crianças pequenas, mostrando testes de manchas que você fez com suco de uva e cúrcuma para provar seu ponto. 

Em resumo, conteúdo commodity é aquele que qualquer pessoa poderia produzir com uma pesquisa básica, como listas, guias básicos e resumos. Conteúdo non-commodity é aquele que traz o conhecimento, a experiência de quem está produzindo e, por isso, é original e aprofundado.

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Por que o conteúdo non-commodity virou prioridade?

O Google é direto sobre isso. Em maio de 2025, John Mueller publicou no blog oficial do Google Search Central:

“As pessoas frequentemente perguntam como criar conteúdo que seja ‘o que o Google quer’. Nossa resposta é que o Google quer mostrar conteúdo que atenda às necessidades das pessoas. Concentre-se em criar conteúdo único e non-commodity que os visitantes vindos da pesquisa e os seus próprios leitores considerem útil e satisfatório.”John Mueller, Google Search Central Blog, maio de 2025

Vale notar que, no mesmo texto, Mueller acrescenta que conteúdo único e valioso também impacta os resultados de links tradicionais, ou seja, o posicionamento na SERP.

Essa direção se conecta diretamente ao E-E-A-T, parâmetro que o Google usa para avaliar a qualidade do conteúdo desde dezembro de 2022: 

  • Experience (experiência);
  • Expertise (especialidade);
  • Authoritativeness (autoridade);
  • Trustworthiness (confiabilidade). 

Não por coincidência, esses quatro atributos descrevem exatamente o que torna um conteúdo non-commodity: experiência real, conhecimento aprofundado, reputação construída e credibilidade verificável.

O que acontece com o conteúdo commodity na era da IA?

Além de perder relevância nos resultados tradicionais, o conteúdo genérico enfrenta um problema específico no contexto das buscas por IA: ele tende a ser unificado a outros conteúdos parecidos, diluído dentro de uma resposta sintética que não cita fonte nenhuma.

A CEO da Experta, Flávia Crizanto, explica no programa Otimização Semanal como esse fenômeno funciona na prática e por que isso muda a lógica de produção de conteúdo. Confira no vídeo abaixo: 

Um detalhe importante que também surgiu no contexto do evento em Toronto é que o Google não proíbe o uso de IA na produção de conteúdo. A posição da empresa é mais específica.

“O Google não é contra conteúdo produzido com IA. Ele foi claro nesse aspecto. Nós somos contra conteúdos produzidos em escala. Então o famoso conteúdo útil ganhou uma nova roupagem e o Google está chamando de non-commodity”, explicou Flávia.

Quais formatos continuam performando

Com base em dados trazidos em um artigo do Cyrus Shepard, que acompanha de perto os tipos de conteúdo com melhor desempenho na era da IA, é possível identificar o que segue funcionando mesmo com o crescimento das respostas diretas na busca.

“Pesquisa original, dados próprios, ganharam uma força ainda maior dentro desse cenário. Quem está aí produzindo conteúdo com dados próprios e pesquisas, por isso que o PR está tão em alta”, comentou Flávia durante o programa.

Entre os formatos com maior potencial de visibilidade estão páginas de transação, pesquisas originais com dados proprietários, comunidades com conteúdo gerado por usuários, análises aprofundadas, testes, estudos de caso, documentação técnica e vídeo podcast.

Cada vez mais, estudos e tendências apontam que o conteúdo non-commodity, que mostra conhecimento real, perspectiva própria e experiência concreta tem mais chances de se destacar, tanto na busca tradicional quanto nas respostas geradas por inteligência artificial.

Como transformar experiência em conteúdo estratégico

Se o conteúdo non-commodity precisa vir da experiência real, o primeiro passo é justamente garimpar essa experiência.

A pergunta certa a se fazer é: o que foi feito, resolvido ou descoberto nos últimos meses que poderia ajudar, alertar ou informar o meu público? 

Cases de clientes, decisões técnicas incomuns, tudo isso é matéria-prima para conteúdo que ninguém mais pode replicar.

Na Experta, esse processo faz parte do método IDEA de Encontrabilidade, aplicada em todos os projetos:

  • Imersão:  mapeamento das oportunidades;
  • Diagnóstico: transformar a análise em direção estratégica clara;
  • Expansão: ampliar o espaço da marca por meio de SEO técnico, produção de conteúdo, link building e Digital PR;
  • Aceleração: priorizar e colocar em prática as ações com maior potencial de retorno.

O que muda na prática para empresas

A mudança de postura que o Google está sinalizando tem uma implicação direta para qualquer empresa que depende de busca orgânica: a escala de conteúdo genérico deixou de ser vantagem competitiva. Publicar muito não compensa mais, se o que está sendo publicado é o mesmo que está em dezenas de outros sites.

O SEO técnico continua sendo a fundação, mas o conteúdo precisa ser único e específico. Esse é o ativo que o Google quer encontrar, e que os sistemas de IA não conseguem substituir.

Para empresas que ainda estão produzindo conteúdo no modelo antigo, o momento de revisar essa estratégia é agora. Conheça as soluções da Experta, e descubra como transformar a experiência do seu negócio em presença real nos resultados de busca.

 

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