Consultas anonimizadas representam quase metade do tráfego do Google Search

Estudo da Ahrefs aponta perda crescente de visibilidade sobre os termos que levam usuários aos sites

Um levantamento publicado pela Ahrefs indica que consultas anonimizadas já respondem por quase metade do tráfego registrado no Google Search Console. De acordo com a análise, em abril de 2025, 46,77% dos cliques monitorados pela ferramenta vieram de buscas cujos termos não são informados aos proprietários dos sites, tendência que deve se intensificar com a evolução das experiências de busca baseadas em inteligência artificial.

O estudo foi conduzido a partir da análise de 22 bilhões de cliques distribuídos em mais de 887 mil propriedades monitoradas no Search Console. Os dados mostram uma estabilidade preocupante no volume de consultas ocultadas ao longo dos últimos anos, com percentuais semelhantes já observados em 2022, antes mesmo da adoção mais ampla de recursos como AI Overviews e AI Mode na busca do Google.

O que são consultas anonimizadas

Segundo a definição do Google, consultas anonimizadas são aquelas realizadas por um número muito reduzido de usuários em um determinado período, o que leva à omissão dos termos para preservar a privacidade. Na prática, isso afeta principalmente buscas de cauda longa, que tendem a ser mais específicas, detalhadas e menos recorrentes. Com o aumento do uso de perguntas completas e consultas extensas, esse tipo de busca se tornou mais comum, ampliando o volume de dados ocultos nos relatórios.

O autor do estudo, Patrick Stox, destaca que a classificação adotada pelo Google é excessivamente ampla e acaba excluindo uma parcela significativa das consultas que efetivamente geram tráfego. Em cenários regulatórios recentes, como discussões ligadas ao Digital Markets Act na União Europeia, critérios semelhantes chegaram a excluir mais de 99% das buscas de cauda longa do compartilhamento de dados.

Buscas mais longas, menos dados disponíveis

Outro fator relevante apontado pela Ahrefs é a mudança no comportamento de busca. O Google deixou de limitar o número de palavras consideradas em uma consulta, permitindo pesquisas muito mais longas e complexas. Como essas consultas raramente se repetem com frequência suficiente para ultrapassar os limites mínimos definidos pela plataforma, acabam sendo classificadas como anonimizadas. O resultado é uma redução progressiva da visibilidade sobre o que, de fato, leva usuários aos sites.

A análise mostra ainda que sites com tráfego muito baixo ou muito alto tendem a sofrer mais com a perda de dados. Projetos de nicho, que dependem fortemente de termos específicos, e grandes portais, que capturam uma diversidade ampla de buscas long tail, são os mais impactados pela omissão dessas informações nos relatórios.

Impactos para análise e estratégia

Com a expansão das experiências de busca mediadas por IA, a expectativa da Ahrefs é que a proporção de consultas anonimizadas continue crescendo. Isso significa que profissionais de SEO e conteúdo terão cada vez menos acesso direto aos termos que geram cliques, exigindo uma adaptação na forma de analisar desempenho e intenção de busca. Em vez de depender exclusivamente de palavras-chave reportadas, torna-se necessário observar padrões mais amplos, como temas, páginas de entrada e comportamento do usuário.

O estudo reforça que a perda de granularidade nos dados não indica queda de tráfego, mas sim uma mudança estrutural na forma como o Google reporta informações. Para marcas e produtores de conteúdo, o desafio passa a ser compreender esse novo cenário e ajustar estratégias de otimização e mensuração em um ambiente onde a transparência sobre as consultas tende a ser cada vez mais limitada.

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