
Anunciadas em junho de 2026, as novas especificações abertas, Open Knowledge Format (OKF) e Agentic Resource Discovery (ARD) foram desenvolvidas para auxiliar agentes de IA a organizar e encontrar ferramentas e informações.
Com o avanço da web agêntica, cada vez mais, as big techs têm olhado para modelos, documentações e padrões que possam facilitar e melhorar a experiência tanto para humanos, quanto para as inteligências artificiais e seus respectivos agentes, um movimento que já começa a exigir novas estratégias em SEO por parte das empresas.
O OKF foi lançado pelo Google Cloud e visa resolver a dispersão de dados corporativos, fornecendo um formato unificado para que os agentes de IA possam acessar diversas informações sem alucinar. O ARD foi lançado através da união de onze grandes empresas do ramo tecnológico, como Google, Microsoft e GitHub. O padrão foi criado para mudar a forma como softwares se integram na internet.
Neste artigo, falaremos mais sobre cada um dos formatos, suas funcionalidades e para quem é importante. Não esqueça de adicionar a Experta Media como sua fonte de notícias preferencial no Google, clicando no botão abaixo, para não perder nada.

Boa leitura!
O que é a web agêntica e por que o mercado está se unindo?
A internet está passando por sua transformação mais profunda desde a virada do milênio. Se antes a rede era projetada exclusivamente para humanos, evoluindo de páginas estáticas de leitura para produção de conteúdo para web, plataformas interativas e transações digitais, hoje já é necessário pensar sob o ponto de vista dos agentes de IA.
Com a consolidação da inteligência artificial, os humanos deixaram de ser os únicos navegadores da web. Agora, as LLMs (large language models) e agentes autônomos precisam acessar dados, interpretar contextos e executar tarefas complexas na rede.
O problema ligado a essa evolução é: A internet atual foi projetada para humanos, não para códigos de IA. É justamente aqui que entra a necessidade de adaptação e da união do mercado.
Para que essa nova era funcione, as big techs, que normalmente competem entre si, perceberam que precisavam trabalhar juntas. Sem padrões abertos e comuns, o ecossistema de IA se tornaria fragmentado e ineficiente.
Para entender exatamente onde estamos e por que essa movimentação faz tanto sentido, construímos a tabela abaixo para ilustrar como o papel do usuário mudou ao longo das gerações da internet:
| Eras da Web | Paradigma principal | O que o usuário faz? | Quem interage com a rede? |
| Web 1.0 (Anos 90) | Estática (Read-Only) | Apenas consome e lê informações (portais de notícias, listas telefônicas digitais, diretórios). | Humanos navegando de forma passiva. |
| Web 2.0 (Anos 2000) | Social e interativa (Read-Write) | Cria, publica e compartilha conteúdo (redes sociais, blogs, plataformas de vídeo, e-commerces). | Humanos clicando, digitando e interagindo ativamente. |
| Web 3.0 (Anos 2010/2020) | Descentralizada (Read-Write-Own) | Controla e é dono dos seus próprios dados, moedas e ativos digitais. | Humanos assinando transações e contratos inteligentes. |
| Web 4.0 / Agêntica (Hoje) | Inteligente e simbiótica (Read-Write-Own-Delegate) | Expressa uma intenção e delega a execução de tarefas e decisões complexas de ponta a ponta. | Agentes de IA operando e conversando entre si de forma autônoma. |
Leia também: Do chat à ação: como agentes de IA passam a acessar dados, comprar e vender na web
Open Knowledge Format (OKF): Ensinando as IAs a entenderem dados corporativos
O OKF organiza conceitos como conjuntos de dados, métricas, APIs, tabelas e runbooks em documentos que podem ser lidos tanto por pessoas quanto por sistemas de IA. O formato usa arquivos markdown com frontmatter YAML, tornando-o legível e editável com ferramentas padrão. Ele foi projetado para ser simples e independente de qualquer plataforma, permitindo que o mesmo conhecimento seja compartilhado entre diferentes agentes, ferramentas e organizações.
O formato trabalha com um modelo de produtores e consumidores. Alguns times criam e mantêm os documentos de conhecimento, enquanto agentes de IA, LLMs e sistemas internos os consomem.
A especificação, as implementações e os exemplos estão disponíveis no GitHub. O Google deixou claro que o OKF está em sua primeira versão e é um ponto de partida, não um padrão finalizado, e que o formato vai evoluir conforme mais produtores e consumidores aparecerem.
Agentic Resource Discovery (ARD): O “GPS” para as IAs encontrarem ferramentas
O ARD nasce para resolver um problema de coordenação que está no centro da web agêntica. Hoje, cada agente que chega a uma plataforma precisa entender, por conta própria, o que está disponível ali.
O padrão funciona por meio de duas peças: catálogos e registros. Uma organização publica um catálogo, um arquivo ai-catalog.json hospedado em um caminho conhecido de seu próprio domínio, listando ferramentas, servidores MCP, agentes ou APIs disponíveis. Os registros rastreiam esses catálogos, indexam e respondem às solicitações dos agentes. A propriedade do domínio é usada para verificar quem publicou.
Flávia Crizanto, fundadora da Experta e apresentadora do Otimização Semanal, traçou, durante o episódio 43 do programa, uma comparação com um recurso já conhecido para quem trabalha com SEO.
“O ARD funciona como se fosse um sitemap que descreve para os agentes de IA as capacidades acionáveis, como quais ferramentas têm ali dentro, quais APIs, não necessariamente as páginas. O sitemap mostra para o robô do Google, para o crawler, quais são as páginas. Mas o ARD vai além: ele mostra quais são os recursos, as APIs, a descrição daquilo que está ali dentro. Os agentes precisam de especificidades.”
Qual a importância dos novos padrões agênticos?
Tanto o Agentic Resource Discovery quanto o Open Knowledge Format fazem parte de um conjunto de iniciativas que buscam preparar a infraestrutura da web para agentes autônomos.
A analogia com padrões já consolidados na web ajuda a entender a proposta. Assim como o sitemap XML e o robots.txt foram criados em consenso entre empresas para dizer ao rastreador do Google o que existe dentro de um site, o OKFe o ARD propõem fazer o mesmo para agentes de IA, mas com muito mais contexto organizacional.
Para quem está construindo estratégias para o ambiente agêntico, o conselho de Flávia é:
“Se você está preocupado em estruturar o seu site e os seus recursos para os agentes de IA, fica de olho nessas novas notícias, informações e estruturas que estão surgindo para que você possa se preparar para todas essas frentes.”
Leia também: Assessoria de imprensa ajuda na citação em IAs?
Como preparar a sua empresa para a evolução da inteligência artificial?
Preparar um negócio para as inteligências artificiais exige mais do que apenas entender a tecnologia, requer uma presença digital concreta e autoridade de marca impecável. Afinal, as IAs priorizam canais que já são referências consolidadas no mercado.
Se o seu objetivo é destacar a sua marca nessa nova era, contar com o suporte de uma agência de digital PR especializada é o primeiro passo para construir essa reputação online confiável.
Além disso, fortalecer a relevância do seu domínio por meio de estratégias de uma agência de link building experiente te dará maiores oportunidades para que tanto os robôs de busca tradicionais quanto os novos agentes de IA encontrem e recomendem os seus serviços. Conheça os serviços da Experta e agende seu diagnóstico.