Cerca de 60% das pesquisas no Google já não geram cliques para sites externos. Com o crescimento das respostas diretas e da inteligência artificial na busca, o Google passou a responder diretamente às perguntas dos usuários, reduzindo a necessidade de acessar páginas. O cenário está levando as agências especializadas em GEO, como a Experta, a repensarem estratégias de conteúdo e SEO.
O dado vem de um levantamento realizado por Cyrus Shepard, especialista em SEO que tem acompanhado de perto o desempenho de diferentes tipos de conteúdo na era da IA. O estudo reuniu 17 formatos de conteúdo com base na análise de sites que cresceram ou perderam tráfego recentemente.
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No Otimização Semanal, Flávia Crizanto destacou o número e chamou atenção para o que ele representa na prática.
“Ele traz um dado que diz que 60% das buscas não geram cliques. Então a gente precisa saber muito bem como a gente tá investindo”, disse.
Mesmo diante desse cenário, o Google continua enviando bilhões de visitas diárias, principalmente para buscas com intenção específica, transacional ou de resolução de problemas. O estudo aponta que conteúdos genéricos perderam espaço, enquanto páginas com dados proprietários, experiência prática, foco em nicho e capacidade de permitir ações além da leitura seguem performando.
Quais conteúdos ainda têm bom desempenho
Entre os formatos que mantêm resultado estão:
- Páginas transacionais
- Pesquisas originais
- Comunidades com conteúdo gerado por usuários
- Reviews aprofundados
- Estudos de caso e documentação técnica.
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Durante o programa, Flávia detalhou o porquê de certos formatos resistirem melhor.
“Páginas de transação, que são aquelas que ajudam o usuário a concluir uma demanda. Pesquisa original, dados próprios, ganharam uma força ainda maior dentro desse cenário. Quem tá aí produzindo conteúdo com dados próprios, pesquisas, por isso que o Digital PR está tão em alta”, explicou.
O contexto também ajuda a entender o que está acontecendo com os conteúdos mais genéricos. “O conteúdo atual é na maioria commodity, é por isso que a gente tá vendo esse topo de funil tão complicado, ele acaba sumindo entre todos os outros conteúdos”, afirmou Flávia.
Lisane Andrade, cofundadora da Niara, reforçou o mesmo raciocínio. “A estratégia é realmente investir em SEO de profundidade, sair do óbvio. Em vez de escrever o que é SEO, escreva, por exemplo, como SEO impactou o ROI da empresa X, algo mais aprofundado, porque senão a IA ela vai roubar o seu tráfego e também não vai nem mencionar você ali no resultado dessa pesquisa.”
O risco de depender de respostas fáceis
Lisane também chamou atenção para o impacto mais imediato sobre sites que vivem de conteúdos informativos básicos. “Se o seu site ele vive disso de responder o que é SEO, quantos anos tem não sei quem, sua estratégia perde força. Você vai perder tráfego e visibilidade”, completou.
O levantamento de Shepard parte de uma observação concreta, não de projeções. Ele analisou sites que realmente cresceram e sites que perderam tráfego recentemente e identificou padrões entre eles. O maior destaque e ponto de atenção é conteúdos que dependem de respostas diretas perdem relevância, enquanto aqueles que aprofundam temas, apresentam dados únicos ou facilitam uma ação do usuário ganham mais espaço.
O cenário reforça uma tendência que profissionais de SEO já vêm acompanhando: ser encontrado no Google continua sendo possível, mas o tipo de conteúdo que garante esse espaço mudou.