
Um estudo da SparkToro com dados da Similarweb mostra que 68% das buscas no Google nos Estados Unidos, entre janeiro e abril de 2026, terminaram sem nenhum clique. Isso significa que menos de um terço das pesquisas realizadas na plataforma ainda levam o usuário a outros sites. O fenômeno é conhecido como “Zero-Click”.
Essa tendência vem crescendo de forma consistente na última década, como mostram os dados históricos do relatório:
- 2016: ~45% das pesquisas terminavam sem clique.
- 2019: ~49% das pesquisas terminavam sem clique.
- 2024: 60,45% das pesquisas terminavam sem clique.
- 2026: 68,01% das pesquisas terminavam sem clique.
Apesar de o crescimento desse fenômeno soar alarmante, novos relatórios de mercado trazem um veredicto contraintuitivo: a IA cresce rapidamente, mas continua pequena no panorama geral. O Google ainda domina entre 94% e 95% do mercado de buscas e envia 190 vezes mais tráfego para sites do que o ChatGPT.
Na Experta Media, vemos esse cenário refletido na prática. Na contramão do pânico geral, o investimento contínuo em SEO garantiu um crescimento sólido de cliques para nossos clientes entre março e maio de 2026, em diferentes nichos comerciais:
- Blog de Moda: +33% de crescimento nos cliques.
- Blog de Viagem: +12% de crescimento nos cliques.
- Blog de Tecnologia: +4% de crescimento nos cliques.
Neste artigo falaremos sobre o impacto da redução de cliques em relação ao SEO e como pensar em estratégias alternativas para aumentar o tráfego orgânico da sua marca. Não esqueça de adicionar a Experta como sua fonte de notícias preferencial no Google, clicando no botão abaixo, para não perder nada.

Boa leitura!
Por que os cliques estão diminuindo?
Estamos atingindo o chamado “Zero-Click” e vemos uma relação direta com o lançamento e desenvolvimento de recursos de inteligência artificial, respostas instantâneas e elementos da interface que mantêm o usuário na página de resultados do Google.
O AI Overview, um dos principais recursos, vem causando a redução de cliques, por compilar e resumir as informações de diversos resultados da SERP, chegando a aparecer em até 87% das buscas, segundo um estudo da Peec AI. Já o AI Mode ainda tem participação pequena no período analisado, representando apenas 0,34% das buscas realizadas entre janeiro e abril de 2026.
Os dados também registram uma queda de oito pontos percentuais na parcela de tráfego enviada pelo Google a mais de 75 mil domínios monitorados pela Ahrefs entre junho de 2025 e maio de 2026, o equivalente a uma redução de aproximadamente 22%.
O paradoxo da busca: os dados foram exagerados?
Diante de dados tão expressivos sobre o crescimento do Zero-Click, o mercado do marketing de busca entrou em estado de alerta. No entanto, outros estudos trazem estatísticas que desafiam o senso comum e apontam para uma dinâmica muito mais complexa quando falamos sobre cliques orgânicos.
A inteligência artificial, embora venha dobrando de tamanho em ritmo acelerado, ainda ocupa uma fatia pequena no comportamento de navegação real. Em computadores, as visitas direcionadas por ferramentas de IA representam menos de 2% do total.
A grande surpresa dos novos relatórios está no comportamento que contradiz o pânico geral:
- Queda no Zero-Click: Em determinados períodos e recortes analisados, o número de buscas que não geram cliques caiu para 22,4% nos EUA, atingindo o ponto mais baixo do período monitorado.
- Resiliência Orgânica: Em contrapartida, o volume de cliques orgânicos registrou um aumento de 44,9%.
O que esses dados dizem sobre as estratégias de SEO a partir de agora?
Para responder a essa pergunta, o impacto desses dados nas estratégias de SEO foi o tema central do programa Otimização Semanal, comandado por Flávia Crizanto, CEO da Experta, e Lisane Andrade, fundadora da Niara.
Flávia destacou que apesar da contradição, é incontestável que o comportamento de busca dos usuários vem mudando e que há uma permanência maior na página de resultados, assuntos abordados em diversos episódios anteriores do Otimização. Outro ponto abordado anteriormente foi sobre a importância da “segunda impressão”
“A segunda impressão é a que fica. O usuário recebe o resultado do AI Mode, do AI Overview, avalia, faz o scroll da página, mas ele retorna. Retornar não é um comportamento muito comum da SERP”, observou Flávia.
Essa dinâmica mostra que o usuário utiliza o resumo da IA como um ponto de partida, porém, muitas vezes não abre mão de rolar a página para validar a informação nos links tradicionais. Quando fazem esse movimento e reencontram a sua marca posicionada logo abaixo, cria-se um duplo impacto de confiança.
Nesse cenário, não basta olhar apenas para métricas, como cliques, ou focar em estratégias de palavras-chave. É preciso olhar para um conjunto de fatores, diversificar canais e aumentar a autoridade de marca.
Leia também: Como a IA está mudando o comportamento de busca na SERP do Google
Pilares essenciais para uma estratégia de SEO e GEO eficiente
O estudo da SparkToro é mais um indicador de uma mudança que o mercado acompanha há anos. O Google deixou de funcionar apenas como ponto de partida para a navegação e passou a operar cada vez mais como um destino em si. Para agências de SEO e GEO, isso altera o que deve ser medido, o que deve ser otimizado e o que pode ser esperado em termos de tráfego proveniente da busca.
Nesse cenário o caminho mais sólido e confiável é adotar algumas estratégias em conjunto como:
- Fortalecimento de marca e aumento de autoridade: focar na assessoria de imprensa digital estratégica, citação em sites terceiros e confiáveis que façam sentido no contexto da sua marca. Estudos já apontam o quanto a mídia espontânea e o PR são eficientes no fortalecimento de marca
- Diversificar canais de comunicação: as estratégias de SEO e GEO precisam abranger a citação nas respostas de IAs generativas e, para isso acontecer, é necessário estar em canais estratégicos e que façam sentido para a marca.
- O SEO tradicional ainda é necessário: O próprio Google já afirmou que os seus recursos de IA (AI Overviews e AI Mode) estão vinculados aos mesmos critérios de indexação e qualidade da busca tradicional.
- Revisar o que deve ser medido:Revisar o que deve ser medido: com o fenômeno do “Zero-Clicks”, os indicativos de sucesso precisam acompanhar a jornada real do usuário. Embora os cliques isolados já não tenham o maior peso estratégico, os cases da Experta provam que investir em SEO tradicional e autoridade continua sendo eficiente.
Leia também: Guia do Google de SEO para recursos de IA generativa
A atuação da Experta nesse cenário
Na Experta trabalhamos com estratégias personalizadas, baseadas na nossa metodologia de encontrabilidade exclusiva. Ela utiliza o método IDEA (imersão, diagnóstico, expansão e aceleração) que combina estratégias de SEO, otimização para motores de resposta e busca social para conectar sua marca à intenção de busca das pessoas e transformar atenção em ação.
Sua marca está pronta para se destacar na era do Zero-Click? Conheça nossos serviços e agende um diagnóstico com os nossos especialistas para aumentar sua visibilidade.