Conheça 50 fatores que o Google considera para o ranqueamento

Quer entender melhor o que o Google leva em consideração para definir quem fica na 1º posição? Confira os principais fatores.

O ranking do Google é praticamente uma obsessão dos profissionais que trabalham com o marketing digital. Todo mundo quer que o seu cliente esteja nas primeiras colocações no Google, não é mesmo? Não é de espantar, pois há vários estudos que mostram que as pessoas tendem a clicar nas páginas que aparecem nos primeiros resultados quando fazem alguma busca na internet.

E, como sabemos, cliques são sinônimos de possibilidades de negócios fechados, que é o que todos queremos no fim do dia. Porém, não é simples chegar lá. Há muito o que se considerar, além do conteúdo bem escrito e útil, que é um pré-requisito. 

Neste artigo você vai entender de uma vez por todas os principais fatores que o Google considera quanto a:

  1. Página
  2. Conteúdo
  3. Domínio

Antes de começarmos, no entanto, é importante entender que o Google usa um algoritmo complexo cujos fatores não são revelados pelo buscador na sua integralidade.

vetor da logo do Google
fonte: freepik.com

Essa lista baseia-se em estudos já realizados por empresas especializadas em SEO (Search Engine Optimization) e algumas revelações que a própria empresa já fez. A ideia é chamar a sua atenção para alguns detalhes que podem passar batido na sua estratégia.

Iremos abordar muitos termos de SEO durante neste artigo. Por isso, se você ainda não está familiarizado(a) com o tema, confira nosso Guia de SEO:


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Vamos lá?

Fatores de página

 

ilustração de um notebook com páginas saindo da tela
fonte: freepik.com

Embora muita gente não tenha familiaridade ou não se lembre deles na hora de produzir um conteúdo, os fatores on- page são fundamentais para que o Google identifique e priorize o seu conteúdo.

Sim! Estamos falando do SEO, conjunto de técnicas que nos ajudam a melhorar o desempenho do nosso site nos buscadores. Os fatores de página são o que chamamos de seo on -page.

Na prática o seo on-page nada mais é do que a parte técnica do site: códigos-fonte, URL, HTML e afins.

Nesse sentido, é importante saber no que, exatamente, o Google está de olho:

  1. Velocidade de carregamento: esse fator começou a ganhar destaque em 2010 e de lá para cá tornou-se um dos principais pontos considerados pelo Google na hora de ranquear uma página, portanto, é importante checá-lo.
    vetor de um laptop em carregamento com medidor de velocidade
    fonte: freepik.com
  2. AMPs (Accelerated Mobile pages): esse recurso permite que as páginas sejam carregadas mais rapidamente em celulares e dispositivos móveis. Ainda que o Google não admita o AMP como um fator de ranqueamento direto, sabe-se que páginas que utilizam essa ferramenta aparecem primeiro nas buscas realizadas nesses aparelhos e ainda recebem um selo especial. Assim, sua relevância é indiscutível. 
  3. Mobile Friendly: o fator ganhou relevância em 2015 e é cada vez mais importante que os sites apresentem layouts responsivos (ou seja, adaptados para dispositivos móveis), oferecendo uma experiência mais interessante ao usuário.
    vetor mobile
    fonte: freepik.com
  4. Mobile First Index: essa é a prova de que os fatores relacionados ao melhor desempenho das páginas nos dispositivos móveis merecem atenção especial. Desde 2016 o Google considera primeiro a versão mobile das páginas para indexação em suas página de resultados.
  5. Canonical tag: esse recurso sinaliza ao Google – quando há mais de uma página com o mesmo conteúdo – qual é a principal, evitando penalizações por conteúdo duplicado. Vale ficar atento!
  6. Links quebrados: quando há essa falha, a experiência do usuário fica prejudicada porque ele é direcionado ao erro 404. Se for algo recorrente em um site, o Google pode rebaixá-lo por não oferecer uma experiência agradável de navegação para o internauta.
    vetor link quebrado
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  7. Erros de HTML: esse é um ponto bastante grave, pois uma falha no código HTML pode levar ao mau funcionamento dos recursos do site ou fazer com que uma página não carregue corretamente. Aí você está sujeito ao mesmo problema do item anterior: frustra a expectativa do usuário, logo, pode sofrer uma penalização, que se traduzirá em rebaixamento ou até eliminação do ranking.
    vetor construção de páginas
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  8. Categoria da página: o seu conteúdo deve estar categorizado de forma que faça sentido para o usuário. No caso do estúdio de pilates, por exemplo, a categoria deve ser algo como “saúde e bem-estar”, “life style”, “atividade física” e outras relacionadas.  Jamais devemos, por exemplo, categorizá-lo como “comunicação e marketing” porque isso ira confundir o usuário e a consequência, você já sabe.
  9. Idade da página: esse ponto é importante para páginas que trazem conteúdos não datados, como aqueles sobre fatos históricos e legislação, por exemplo. A longevidade de uma página, nesse caso, indica ao Google que a autoridade dela está mais solidificada dado o tempo de existência.

Fatores de conteúdo

ilustração de uma tela com uma folha escrita saindo de uma página
fonte: freepik.com
  1. Palavra-chave na title tag: esse é um dos principais fatores on-page. A title tag – ou tag de título-  é a marcação que diz ao Google sobre qual assunto o site ou a página vai tratar. Colocar a palavra-chave neste elemento é deixar bem claro a que o seu conteúdo veio.
  2. Palavra –chave no início da title tag: quando fazemos isso sinalizamos ao Google que esse termo é importante para o nosso site. E ele gosta de ter o trabalho facilitado.
  3. Palavra-chave na meta description: trata-se de um texto resumido que tem por objetivo apresentar o assunto da página ranqueada. Não é considerado necessariamente um fator de ranqueamento, mas é muito relevante pois, muitas vezes, irá determinar se o usuário  clicará ou não em sua página/site.
    chave e lupa sob uma página de site
    fonte: freepik
  4. Palavra-chave no H1: Os Hs são os intertítulos e são muito importantes para o SEO, pois ajudam a hierarquizar os temas em um conteúdo, ajudando o Google a lê-lo. Considerando a hierarquia das heading tags, colocar a palavra-chave logo no título (H1) evidencia a sua importância.
  5. Palavra-chave no H2 e H3: essa estratégia é importante, mas não precisa ser necessariamente a palavra-chave literal. Sinônimos e correlações semânticas já contribuem para deixar clara a sua relevância para a página.
  6. Palavra-chave no conteúdo principal: os robôs são feitos para identificar minúcias e a posição da palavra-chave na página é uma delas. Quanto mais para cima, melhor. Mas isso não deve ser feito de forma artificial. Lembre-se você precisa fazer um conteúdo natural e com contexto.
  7. Palavra-chave no início do texto: seguindo o mesmo conceito do item anterior, se ela vier nas primeiras 100 palavras do texto, é ainda mais eficiente para fins de melhorar o ranqueamento no Google.
  8. Palavra-chave na URL: embora não seja um fator de extrema importância no ranqueamento, manter a palavra-chave na URL é uma boa prática.
  9. Palavra-chave nas imagens: o Google não lê imagens, apenas textos. Assim, para que a imagem faça sentido dentro de um conteúdo, é preciso que a palavra-chave esteja no nome do arquivo, no texto alternativo e no seu entorno.
  10. TF – IDF: Trata-se de cálculo utilizado pelo mecanismo de busca para entender a importância dos termos no conteúdo das páginas de um site. Portanto, antes de otimizar seu conteúdo, vale a pena fazer uma análise TF-IDF para identificar os termos e palavras-chave mais relevantes. O Seobility é uma ferramenta que permite esse trabalho. Lembre-se: mais do que palavras-chave exatas, o Google considera termos relacionados, sinônimos e variações.
  11. Google Hummingbird: esse é o nome do algoritmo do Google que permite que o buscador foque nos sentidos e nas intenções de busca de usuário, se desviando um pouco da correspondência exata das palavras-chave.
  12. Coocorrências: também chamadas de palavras-chave relacionadassão termos ou expressões que aparecem junto com a palavra-chave também são consideradas pelo Google.
  13. Termos semânticos nos conteúdos: permite a utilização de palavras dentro do campo semântico da palavra-chave como sinal de relevância da expressão para aquele conteúdo. O Google já chegou ao grau de sofisticação de entender o contexto do que está sendo buscado, para além da palavra-chave exata. Para isso, utiliza sinônimos e corrige palavras com erro de digitação. 
  14. Termos semânticos nas tags, URLs e imagens: segue a mesma linha do uso das palavras-chave, podendo ser explorado também nesses itens.
  15. Intenção de busca: entregar resultados que correspondam à intenção de busca do usuário garante o bom desempenho na SERP.
    ilustração de notebook com uma lupa na tela representando busca
    fonte: freepik.com
  16. Especialidade, autoridade e confiabilidade do autor: esses fatores mostram que o conteúdo foi produzido por quem entende do assunto e é referência no seu nicho de atuação.
  17. Profundidade do conteúdo: um material que aprofunda em determinada questão, abordando seus diferentes aspectos, tende a ser recompensado com um bom posicionamento na SERP.
  18. Comprimento do conteúdo: quantidade de palavras também é um fator considerado pelo Google. Mais palavras indicam mais profundidade, mas é preciso focar na qualidade. Lembre-se: 600 palavras que tenham coerência, retidão gramatical, originalidade e relevância, valem mais do que mil que trazem mera “encheção de lingüiça”.
  19. Originalidade conteúdo: esse fator é crucial para o sucesso de um conteúdo na SERP. O Google já consegue identificar plágios e duplicação e a penalização pode ser o banimento do ranking. Não tente manipular os algoritmos!
  20. Autoria do conteúdo: o Google não confirma que esse é um fator de ranqueamento, mas como visto no item 16, é bom colocar atenção a este item.
    vetor produção de conteúdo
    fonte: freepik.com
  21. Conteúdo duplicado: páginas com conteúdos duplicados representam tentativas de manipulação dos algoritmos e prejudica a experiência do usuário, logo, podem ser rebaixadas.
  22. Correção da linguagem: gramática, pontuação e sintaxe precisam ser exemplares, caso contrário, configuram má experiência do usuário o que, sabemos, o Google costuma penalizar sem dó.
  23. Conteúdos “frescos”: para determinados assuntos, que não os listados nos fatores de página, o Google prioriza os conteúdos mais recentes para garantir uma melhor experiência do usuário.
  24. Relevância das atualizações: para garantir o frescor dos conteúdos basta fazer atualizações regulares trazendo dados novos ou reavaliando o formato e linguagem do texto.
  25. Frequência das atualizações: atualizações frequentes tendem a ser mais rastreadas pelo Google, que vai trazer sempre informações novas para a SERP.
  26. Lista de tópicos com link: colocar links em listas de tópicos facilita a leitura dos mesmos e o Google pode transformar cada um deles em: sitelinks ou featured snippets, que atraem mais cliques.
  27. Bullets e listas numeradas: embora não seja um fator direto, contribuem para a escaneabilidade e melhora a experiência do usuário, que responde com engajamento. Isso sinaliza a relevância do conteúdo para o Google.
    vetor computador com lista
    fonte: freepik.com
  28. Qualidade dos links outbound: direcionar leitores para conteúdos externos que podem agregar à compreensão do seu texto é uma boa maneira de avançar casas no ranking por demonstrar seu interesse no usuário mais do que na divulgação do seu conteúdo.
  29. Assuntos dos links outbound: o texto-âncora dos links externos são fundamentais para que o Google compreenda a temática deles e a sua relação com o conteúdo em questão.
  30. Excesso de links outbound: lembre-se de só usá-los quando realmente forem complementares ao seu conteúdo. Caso contrário, poderão ser lidos pelo buscador como spam.
  31. Conteúdo suplementar útil: quando um conteúdo é útil, mas não complementa a informação, pode ser visto com bons olhos pelo Google.
  32. Otimização de imagens: além dos pontos já mencionados no item 9, é preciso também saber comprimir as imagens sem perder a qualidade, pois, elas são as principais responsáveis pela demora no carregamento da página.
  33. Conteúdo multimídia: imagens, vídeos, GiFs, infográficos e demais recursos contribuem para a escaneabilidade e também para a compreensão global do texto. Assim, a página que os utiliza ganha pontos no Google. Mas lembre-se esses recursos devem ser usados de forma adequada para não atrapalhar o carregamento da página.
    ilustração de um notebook com páginas saindo da tela
    fonte: freepik.com
  34. Quantidade, qualidade e texto-âncora de links internos: linkar conteúdos dentro do próprio site mostra para o Google a hierarquia das páginas e relevância dos conteúdos.Vale lembrar que devem seguir princípios de qualidade e contextualização tanto quanto os links externos. Dessa forma, importante também colocar as palavras-chaves corretas no texto-âncora.
  35. Comprimento da URL: prefira URLs mais curtas porque elas facilitam a leitura, logo, podem ser beneficiadas com um bom posicionamento na SERP.
  36. Fontes e referências: importante incluir fontes e referências de estudos, pesquisas, dados ou informações para dar credibilidade ao conteúdo.

Se quiser saber mais sofre fatores de ranqueamento no Google relacionados a conteúdo, acesse nosso dicionário de SEO

Fatores de domínio

Primeiro precisamos deixar claro o que é um domínio. Domínio nada mais é do que o endereço do seu site na internet.

O que o Google considera nesse aspecto:

  1. Idade do domínio: um site mais antigo, naturalmente, teve mais tempo de conquistar relevância, obter backlinks e receber visitantes, logo, é mais fácil para o Google encontrá-lo na web. Porém, essa não deve ser uma preocupação, o importante é tornar-se relevante ao longo do tempo.
  2. Histórico de domínio: ao adquirir um domínio é importante verificar se ele já foi penalizado em algum momento por realizar práticas de manipulação dos algoritmos. Isso conta como ponto negativo para o ranqueamento no Google, mesmo após a troca de donos.
  3. Correspondência exata do domínio: se você tem um site sobre pilates e essa palavra consta no domínio, pode ser que tenha uma vantagem no ranqueamento. Mas é importante que isso aconteça de forma natural porque desde 2012 esse fator passou a ter pouca relevância para o buscador.
  4. Palavra-chave no início do domínio: caso opte por usar a palavra-chave do seu negócio no domínio, prefira fazer isso logo no início. Isso é importante porque quando ela aparece no meio de outras palavras, o Google dará ainda menos relevância para isso.
  5. Palavra-chave no subdomínio: esse é um item de pouca relevância, mas o Google tende, sim, a checar o subdomínio para entender do que se trata o site.

Um ponto importante que você precisa ter sempre em mente: todos esses fatores (página, conteúdo e domínio) precisam ser observados e trabalhados em cada página.

Sabemos que é trabalhoso, mas isso é crucial para o sucesso de uma boa estratégia de SEO. Isso porque, para o Google, cada página é como um site, então, é preciso que você, dono ou responsável por um site, as considere da mesma maneira.

Conclusão

 

Embora negligenciados por muitos profissionais do marketing digital, os fatores on-page são fundamentais numa estratégia de SEO que pretende alcançar um bom posicionamento no ranking do Google.

A análise precisa ser feita de forma detalhada e criteriosa. Dê preferência por profissionais qualificados para essa função.

Lembre-se: a concorrência é grande e cada detalhe importa.

Marinella de Souza é jornalista e apaixonada por escrita desde que se entende por gente. É entusiasta da comunicação e entende o marketing de conteúdo como uma incrível ferramenta de colaboração e acredita demais na construção coletiva de conhecimento. | https://br.linkedin.com/in/marinella-de-souza
Publicado em 9 de março de 2021 | Atualizado em 28 de abril de 2021
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