Natasha Caminha

Produtora de conteúdo, formada em Marketing com ênfase em digital e negócios. Colaboradora da Experta Media, fundadora da Red Dot Content, entusiasta do mundo de SEO e grande consumidora de conteúdos, notícias, tendências e cultura pop. https://www.linkedin.com/in/natashascaminha/

Assessoria de imprensa: tudo que você precisa saber

O trabalho de assessoria de imprensa, hoje tão buscado por empresas de todos os portes e por personalidades para intermediar o contato com a mídia, existe desde o final do século XIX. De fato, a atividade de assessoria de imprensa se confunde com o início das relações públicas no mundo e pode-se dizer que Ivy Lee, considerado o pai das Relações Públicas, é também considerado o primeiro assessor de imprensa, no início do processo de industrialização nos EUA. 

Ivy Lee era um jornalista de redação que estava no lugar certo e na hora certa. Percebeu uma oportunidade de intermediação entre as indústrias da época e a imprensa, já que havia uma grande demanda de solicitações da mídia para esclarecimentos de uma série de denúncias sobre as rotinas nessas empresas. 

O jornalista, contatado por várias corporações, criou uma carta de princípios para nortear seu trabalho e a enviou para os repórteres nas redações, comprometendo-se a fornecer apenas notícias e ficar à disposição da imprensa para esclarecimentos, de forma honesta e verdadeira. 

Assessoria de imprensa no Brasil

Assessoria de imprensa no Brasil
Mais de 50 anos depois da fundação do escritório de Ivy Lee, a assessoria de imprensa chega ao Brasil

No Brasil, a primeira empresa privada a criar e estruturar um setor específico de assessoria de imprensa foi a Volkswagen, na década de 1960, para se relacionar com a imprensa de forma estratégica, planejada e sistematizada.

Em meados de 1970, o Brasil ganhou sua primeira agência de assessoria de imprensa, a Unipress. De lá para cá, o trabalho cresceu, tornando-se importante para os objetivos estratégicos de empresas e organizações de vários segmentos e de todos os portes. Celebridades e personalidades que recebem alta demanda da mídia especializada também dispõem de assessoria especializada. 

O que começou na área industrial como parte dos planos de relações públicas é hoje realizado em várias esferas, tanto por jornalistas freelancers, RPs, profissionais de mídia internos nas empresas, quanto por agências especializadas externas ou houses. 

Seja para atuação e construção de relacionamento com grandes veículos de imprensa, seja para um trabalho mais próximo da mídia especializada, para dialogar com meios de comunicação locais ou regionais ou para todas as alternativas anteriores, a assessoria de imprensa é um trabalho estratégico e necessário. 

Release: o principal instrumento da assessoria de imprensa

release de assessoria de imprensa
O release é a ferramenta que vai conectar sua marca a mídia

Voltando no tempo para Ivy Lee, que era jornalista inicialmente, o trabalho de assessoria de imprensa foi criado e pautado no fazer jornalístico, ou seja, apurando informações e produzindo material para tirar as dúvidas da mídia sobre as empresas assessoradas. Esses conteúdos, a princípio chamados de notas e comunicados para imprensa, depois receberam o nome de press-releases ou apenas releases. 

Os primeiros releases eram construídos sem título, como sugestões de pauta para a imprensa, contendo um lead básico escrito como uma notícia jornalística tradicional: quem, fez o que, quando, onde, como e por que. Se houvesse mais alguma informação a acrescentar, o assessor poderia incluir um ou dois parágrafos de informações adicionais. 

A ausência de título era para não “amarrar” o jornalista da redação, deixá-lo ter liberdade para pensar a notícia. Além disso, como no princípio a assessoria de imprensa era basicamente voltada para jornais impressos, havia limitações de caracteres que só poderiam ser definidas na montagem do jornal, por isso os títulos eram os últimos a serem colocados, de acordo com o espaço disponível para a matéria.

Depois, com a chegada de novos meios de comunicação, o modo de fazer assessoria de imprensa também foi mudando e os títulos passaram a se consolidar nos releases após o crescimento dos veículos de notícias nos meios digitais

Atualmente, a assessoria de imprensa envia releases com título, lead, mais um ou dois parágrafos e o boiler, que é um pequeno texto com informações sobre o assessorado. Alguns releases são maiores, dependendo do objetivo e da mídia para a qual se direciona, mas na maior parte das vezes, esse é o formato básico de texto para a imprensa. 

Press-kits

Com a evolução da assessoria de imprensa, um dos instrumentos do trabalho passou a ser o press-kit, um conjunto de materiais enviado aos jornalistas para que conheçam melhor o assessorado e para colocá-lo à disposição como fonte de informações sobre determinado assunto. 

Um press-kit normalmente é composto por uma pasta com um release mais completo a respeito do assessorado ou da ação, com panfletos, folders, plaquetes, mídias em alta resolução, amostras de produtos, materiais personalizados da empresa, e/ou outras informações ou itens que considere-se relevante. Esse material normalmente é enviado para os jornalistas responsáveis pela editoria com que o assessorado deseja dialogar, normalmente aquela que trata do seu segmento. 

Tanto o release quanto o press-kit são materiais enviados à imprensa para atrair a mídia para um assunto que tenha valor-notícia, motivar pautas ou simplesmente colocar uma empresa, instituição ou personalidade à disposição para falar sobre determinado tema. O release não necessariamente precisa ser aproveitado na íntegra; pode ser usado em partes ou para estimular a marcação de entrevistas ou a busca de informações complementares para uma pauta. 

Relacionamento com a imprensa

Todo o esforço de assessoria de imprensa, no final das contas, serve para construir um relacionamento consistente e transparente com a mídia. Manter esse relacionamento vivo e aberto é se basear sempre na confiança entre as partes, intermediada pelo trabalho responsável e ético da assessoria de imprensa. 

Com isso, é necessário ter sempre atualizado o contato com os jornalistas que estão nas redações, mantendo a proximidade e a disponibilidade para colaborar com as pautas propostas pelos veículos e também para oferecer pautas relevantes. 

Posicionamento junto à mídia

Empresas, organizações e personalidades têm buscado agências para intermediar o relacionamento com a imprensa e, com isso, tornarem-se referência em determinados assuntos junto a formadores de opinião. O trabalho de assessoria de imprensa é extremamente especializado e, por isso, é necessário buscar uma agência que tenha expertise na atividade e relacionamento sólido com a mídia. 

Um bom posicionamento junto à imprensa pode trazer resultados frutíferos e contribuir para o alcance de objetivos de negócios. A Experta Media vem atuando para posicionar seus assessorados em boas oportunidades de mídia, garantindo que as marcas que atende conquistem a credibilidade e o brand awareness que precisam para alcançar suas métricas estratégicas. 
Já conhece esse trabalho? Marque uma reunião para entender como funciona.

Como faço minha loja virtual vender mais?

Você criou um produto incrível, seguiu todo o planejamento estratégico que aprendeu, criou sua loja virtual e colocou o produto no mercado.

A expectativa era grande, mas…. não obteve sucesso. Nesse momento bate aquela frustração, aquele sentimento de: “onde foi que eu errei?”, certo? A jornada é difícil e você não está só: de acordo com o SEBRAE, mais de 60% das lojas virtuais abertas no Brasil fecham as portas antes de completarem um ano de atividade.

O sucesso de uma loja on-line depende de uma série de fatores e pode ser que você ainda esteja descuidando de alguma etapa. É o que você vai descobrir neste artigo: entenda de uma vez por todas o “pulo do gato” para fazer a sua loja on-line crescer e comemorar bons resultados. 

Aqui vamos falar sobre:

  • Como planejar um negócio virtual de sucesso
  • A importância da produção de conteúdo para o sucesso do seu negócio
  • O papel dos backlinks para lojas virtuais
  • O que se deve observar em uma plataforma de e-commerce
  • Quando se deve usar uma campanha CPC

Planejamento estratégico: o ponto de partida

Planejamento estratégico de lojas virtuais (e-commerce)
organizar a sua estratégia e planejá-la ajuda a ter uma visão mais ampla do negócio

O primeiro e mais fatal dos erros de qualquer negócio – seja físico ou digital – é a falta de planejamento estratégico. Sabe aquela história do hobby que virou negócio de forma espontânea? O improviso pode ser seu grande inimigo. 

E o que significa ter um planejamento estratégico para um negócio pequeno? Significa que você vai ter que dedicar tempo para pensar nas bases do seu negócio.

O ideal é sempre executar essa etapa antes de criar o negócio, mas sempre é tempo de fazer esse ajuste. O roteiro que vamos passar serve para qualquer tipo de negócio. Para facilitar o entendimento, vamos imaginar que você tenha criado uma loja virtual para vender bijuteria artesanal. 

Para que a sua loja dê certo você vai precisar:

  • Definir o negócio: ou seja, mostrar a que você veio, fazer com que a imagem do seu negócio fique clara ao consumidor e atraia aqueles que se identificam com a sua proposta. Qual dor o seu produto ou serviço veio resolver? No nosso exemplo, poderia ser algo como:

Produzimos acessórios feitos à mão com produtos de alta qualidade para dar leveza e versatilidade a qualquer look.

  • Definir a visão de futuro: aqui é importante deixar claro o que você quer fazer para melhorar a experiência do seu cliente.

Queremos facilitar a montagem de looks para qualquer situação do dia a dia por meio de acessórios personalizados ao estilo de cada cliente.

  • Definir a missão: isso quer dizer a razão pela qual você criou o negócio. Para a sua empresa fictícia de bijuterias poderia ser:

Nossa missão é tirar nossas clientes da zona de conforto, dando um toque personalizado ao acabamento de todos os tipos de looks.

  • Definir os valores: isto é, os princípios que regem a sua tomada de decisão. É tudo aquilo que é inegociável para você no desempenho do seu ofício e na administração do seu empreendimento para cumprir a sua missão.

Respeito ao gosto e estilo de cada cliente é algo de que não abrimos mão. Criamos peças exclusivas que atendam à demanda de cada pessoa. Também valorizamos a pesquisa de estilos e tendências para fazer adaptações personalizadas. Valorizamos o trabalho feito à mão com cuidado e atenção. Priorizamos os fornecedores locais e os traços culturais da nossa região, buscando sempre dar um toque moderno às tradições locais.

Esse planejamento vai servir como guia para a administração do negócio e também para a sua divulgação. Aliás, é importante ter em mente que a comunicação precisa ser parte de qualquer estratégia.

Essa sempre foi uma verdade, embora pouco contemplada pelos empresários, e no atual contexto de pandemia ela se tornou ainda mais imperativa.

Incluir a produção de conteúdo no planejamento

planejamento de conteúdo
Produção de conteúdo original e de qualidade também tem espaço na estratégia de lojas virtuais

Ganhar mais dinheiro com vendas é o objetivo de qualquer pessoa que tenha um negócio, certo? Colocar o negócio na internet soa como uma receita mágica para o sucesso. Muitos podem pensar que basta colocar a loja virtual para rodar e os clientes virão.

Mas a coisa não funciona assim.

Lembra-se da máxima: “para ser lembrado é preciso ser visto”?  Esse é um mantra dos negócios digitais. Mas muitos empresários se esquecem de que, na web, mais vendas dependem de mais tráfego orgânico.

Se levarmos em consideração que uma loja virtual no Brasil tem uma taxa de conversão média de 0,5%, serão necessários 200 visitantes únicos para que sua loja online realize uma única venda.

A taxa de conversão nada mais é que a relação entre pessoas que acessam seu site e as que compram:

200 visitas x 0,5% taxa de conversão média = 1 venda

Dessa maneira, não faz nenhum sentido criar uma meta de 10 vendas por dia se seu site tem apenas 100 visitas diárias.

E aí você deve estar pensando:

 “Ok, mas como eu mudo esse cenário?”

A resposta é: criando um conteúdo autêntico e original que converse com seu público. 

O que isso significa? Que é super importante pensar em um blog próprio da marca. É por meio dele que você vai poder detalhar os seus produtos e fornecer informações mais completas para os seus consumidores em potencial.

Além disso, os blogs corporativos são uma excelente ferramenta para estreitar laços com o seu público em geral (consumidores, fornecedores, steakholders) e um excelente incentivo para a conquista de backlinks – sobre a qual falaremos a seguir – entre outros motivos.

Para o exemplo que estamos usando neste artigo, vale pensar em temas como: slow fashion, tendências da estação, dicas de moda, economia circular e afins.  O formato – texto, vídeo ou áudio – vai depender de uma análise do perfil de consumidores em potencial. 

A importância dos backlinks para uma loja virtual

ilustração do que são backlinks
ilustração por Experta Media

Além do marketing de conteúdo, que levará tráfego para seu site e dialogará com seus clientes em potencial, os backlinks são uma importante ferramenta dentro da estratégia de marketing digital.

São eles que referenciam o seu site, ou seja, mostram aos mecanismos de busca que seu site é referência e por isso merece as melhores colocações nas páginas de resultados. 

Dessa forma, se o seu objetivo é aumentar as vendas, a conquista de backlinks não deve ficar fora do seu radar.

Os backlinks nada mais são que links em sites de terceiros que apontam para a sua loja virtual. Mas para serem suficientemente positivos para a sua estratégia de vendas é preciso que eles venham de sites que:

Como assim?

Bem, voltemos ao nosso exemplo.

Vamos imaginar que você tenha escrito um artigo incrível sobre acessórios sustentáveis e despertou o interesse de um site de notícias ou blog de moda e este referencia sua página. A menção ao seu site por meio do link funciona como um voto de confiança que dirá ao Google que seu site é referência para “acessórios sustentáveis”.  

Se mais sites com boa autoridade fizerem isso, significa que você está apresentando conteúdo original, autêntico e relevante para os usuários da rede mundial de computadores.

E o Google adora isso e vai recompensar o seu blog colocando-o em boas colocações em sua página de resultados de pesquisa. Automaticamente, seu e-commerce será acessado por um número muito maior de pessoas.

Atenção à parte técnica da plataforma

ecommerce com SEO
fonte: freepik.com

Esse é um ponto que tende a ser deixado de lado. No afã de colocar a loja no universo digital, esperando um aumento significativo nas vendas, boa parte dos empreendedores não se atenta aos recursos que a plataforma oferece.

Se você ainda não tinha pensado nisso, faça agora! Deixar isso de lado pode ser fatal para o seu negócio.

Se você não sabe o que deve checar, a gente ajuda:

  1. Segurança: esse ponto é crucial. Verifique se a sua plataforma conta com suporte para HTTPS/SLL (veja na barra de endereços o código que aparece antes do www) e se é compatível com servidores dedicados.
  2. Indexação no Google: importante verificar o SEO da plataforma que você utiliza. Ele precisa ser otimizável para garantir que os motores de busca façam a indexação adequada da sua loja virtual.
  3. Usabilidade: tudo em uma loja deve ser objetivo. Ou seja, permitir que o usuário encontre todas as informações de que precisa: campo de busca, categorias específicas para cada tipo de produto, campo para pagamento etc.. Se o usuário tiver que bancar ao detetive para achar essas informações básicas, acaba desistindo da compra.
  4. Integração: para garantir o sucesso do item acima será preciso fazer algumas integrações como: logística, métodos de pagamento, marketplace, CRM (Gestão de Marketing e Vendas centralizada no cliente) entre outras.
  5. Suporte: antes de fechar negócio com uma plataforma de e-commerce é fundamental verificar se ela oferece suporte de 24h todos os dias da semana. Isso dá garantia para a resolução de qualquer problema eventual.
  6. Check out otimizado: a possibilidade de fazer compras dentro de uma única página com poucos cliques é vista com bons olhos pelo consumidor que opta pelo comércio on line. Afinal, ele está em busca de praticidade, então, quanto mais esse processo for simplificado, melhor.

Outros pontos também devem ser observados nessa etapa, como a agilidade do carregamento da página, a gestão centralizada dos pedidos, a possibilidade de customização (acrescentar lista de pedidos, clube fidelidade, pagamento com dois cartões etc.) e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Quando usar uma campanha CPC

é comum surgir dúvidas em relação ao investimento em anúncios x tráfego orgânico

Antes de entrarmos nesse ponto, precisamos explicar o que é uma campanha CPC.  Essa é a sigla para Custo por Clique, ou seja, trata-se de um anúncio do Google, no qual você pagará quando for clicado por um usuário.

Funciona assim: você só paga por um anúncio quando o usuário interagir com ele. Um jeito de fazer isso é pelo Google AdSense. Esse tipo de campanha costuma apresentar um resultado bem rápido, quando comparado ao método orgânico de conquista de tráfego e consequente conversão em vendas para o seu site.

No entanto, a adesão a esse tipo de campanha precisa ser feita também de forma estratégica.  No caso fictício da marca de acessórios artesanais que estamos usando, só valeria a pena investir nessa ação se a página em que o veículo está alocado: é atrativa, tem boa autoridade, atinge o seu público-alvo.

Conclusão

Criar uma loja virtual é uma excelente maneira de alavancar as vendas do seu produto, porém, como diz o dito popular, “não existe almoço grátis”.

Para que os resultados apareçam, é preciso investir em um bom planejamento estratégico, que considere não só a oferta de produtos de alta qualidade, como também a filosofia da companhia e uma boa divulgação.

E sobre divulgação, são muitos os detalhes a se pensar na hora de produzir conteúdos para divulgar uma loja virtual. O ideal seria procurar ajuda especializada para a realização desse tipo de serviço.

SEO para e-commerce: otimize sua loja virtual e se destaque no Google

SEO nunca foi tão importante.

Principalmente hoje, no momento em que vivemos: após o início da crise sanitária do COVID-19, o e-commerce brasileiro deu um salto e chegou a quase dobrar de tamanho nos primeiros meses de isolamento social.

Se você possui um site transacional, vende pela internet ou pretende começar um negócio virtual, considere o investimento em tráfego orgânico no Google como um dos mais estratégicos para o seu negócio.

No conteúdo de hoje, explicarei por que SEO é tão importante e como começar a otimizar o seu site, detalhando os principais pontos de atenção a serem otimizados em um site.

Boa leitura!

O que é SEO?

vetor de uma barra de busca com uma lupa
fonte: freepik.com

SEO, ou Search Engine Optimization, é o conjunto de técnicas utilizado para melhorar o posicionamento de sites da web nas páginas de resultado de mecanismos de busca.

As páginas de resultado, chamadas tecnicamente de SERPs – ou Search Engine Results Page -, agrupam hierarquicamente os resultados que um usuário encontra ao fazer uma pesquisa simples no Google, por exemplo. Estes resultados estão ordenados de acordo com o que o algoritmo do Google julga ser mais relevante para o usuário.

Essas escolhas são feitas com base em uma série de critérios e diretrizes relacionadas, principalmente, ao histórico de navegação daquele usuário na internet, sua geolocalização e à intenção de busca relativa à palavra-chave pesquisada.

Mas, afinal, por que só falamos do Google? Segundo dados do Net Market Share, o Google é responsável por mais de 90% de todo o tráfego global em buscas, garantindo seu lugar como o principal buscador do mundo. Por conta desse domínio, quando falamos de SEO, na maior parte das vezes levamos em consideração as diretrizes de melhores práticas divulgadas pelo Google (que, de qualquer maneira, possui uma relação estreita com as diretrizes de outros buscadores).

Ainda assim, o Google não é o único buscador do mundo, e temos hoje outros representantes nesta categoria, como o Bing, que fica com o segundo lugar, e Yahoo, DuckDuckGo e Baidu.

Para conhecer os conceitos básicos de SEO e se aprofundar no tema, conheça nosso Guia de SEO:

baixar guia SEO
Aprenda todos os fundamentos do SEO, seja você jornalista, produtor de conteúdo ou responsável por e-commerce.

Qual é a importância do SEO para e-commerce?

estratégia de seo para ecommerce
fonte: freepik.com

Em fevereiro deste ano, a Busca Orgânica foi o segundo maior canal de tráfego para o comércio eletrônico nacional, somando 28,1% dos acessos totais, segundo levantamento da agência Conversion. Perdeu apenas para o acesso direto, ou seja, aquele em que o usuário acessa o site desejado sem intermédio de outros meios, digitando o endereço na barra de navegação. No momento, a busca orgânica se consolida como uma das mais importantes vias de geração de receita para os e-commerces.

A importância do SEO, portanto, é evidente, uma vez que é regra básica de todo negócio estar onde estão os seus clientes. E os seus clientes, hoje, estão no Google.

Como utilizar SEO como estratégia de negócio

ecommerce com SEO
fonte: freepik.com

Engana-se quem pensa que o único objetivo do SEO é levar o usuário do buscador para uma página de vendas, ou de produtos, para que ele conclua uma transação e seja perdido de vista. Uma estratégia de SEO bem estruturada engloba aspectos muito mais profundos de um negócio, envolvendo uma visão holística e multidisciplinar de todos os setores de uma mesma empresa.

Apesar de ser um importante canal de vendas, o SEO também é um poderoso canal de branding e de construção de autoridade da marca. Imprimir a sua marca no imaginário do seu público-alvo, ser mencionado por importantes portais do seu mercado, servir de fonte para dados e insights em reportagens jornalísticas de grande alcance: tudo isso também é SEO.

Como começar a trabalhar com SEO para e-commerce

ecommerce com SEO
fonte: freepik.com

Agora que você já está convencido de como o trabalho de otimização de sites é importante para a sua empresa, principalmente se você faz vendas pela internet por meio de um e-commerce, é hora de colocar a mão na massa. O primeiro passo para começar a aperfeiçoar o SEO do seu site é estipular os seus objetivos.

Não é possível traçar um caminho eficiente se não sabemos onde queremos chegar, não é mesmo? Por isso, o início de tudo é o desenvolvimento de um bom plano de metas, ao qual se seguirá um plano de ações especialmente desenvolvido para as metas estabelecidas anteriormente.

As tarefas a serem realizadas em um site para que esteja de acordo com as diretrizes estipuladas pelos buscadores devem ser divididas em duas categorias: os fatores On-Page e os fatores Off-Page.

Nos próximos tópicos, explicarei detalhadamente a que se referem estas duas categorias de otimização e como adequar as suas páginas a elas. Vamos lá?

Otimizações que devem ser feitas em e-commerces para melhorar resultados – ou fatores On-Page

Os fatores de otimização On-Page são aqueles implementados dentro do seu site. Em outras palavras, são as ações sobre as quais você, ou sua equipe de TI, tem total controle sobre.

Estão inclusos nestes fatores o que chamamos de SEO Técnico, ou os aspectos puramente relacionados ao à estrutura do site invisível ao seu usuário final, ou seu “esqueleto”.

Crie bons títulos para as páginas

Para compreender a importância de um bom título, vamos observar a anatomia de um resultado orgânico na SERP:

O primeiro elemento visível é a URL da página exibida. O segundo, logo abaixo, é o título desta página.

Quando pensamos em uma página de resultados, onde o seu site estará competindo pela atenção do usuário com outros 9 sites (mais os anúncios), fica fácil perceber porque um título atrativo é tão importante! Ele representa uma das poucas chances da sua empresa conquistar o clique do seu potencial cliente, portanto, crie títulos atraentes, que contemplem suas dores mais imediatas e que, de fato, correspondam à sua intenção de busca.

Crie URLs amigáveis

url amigável
fonte: freepik.com

Por mais que possa parecer irrelevante à primeira vista, a construção de URLs amigáveis possui tanto peso para o Google que ele dedica um capítulo inteiro do seu SEO Starter Guide a elas. Para auxiliar não só o usuário, mas também os crawlers, as URLs do seu site devem seguir uma estrutura lógica relacionada à própria arquitetura do seu site.

Veja o exemplo abaixo, aqui na Experta Media: Ao analisá-la superficialmente, já podemos identificar que a página de link building, para onde o usuário será direcionado ao clicar no link acima, fica dentro da categoria serviços. Essa hierarquização facilmente identificável é exatamente o que torna esta URL uma URL amigável, diferente da URL abaixo:

  • siteexemplo.com.br/?dg=764&p=001#

No caso dos e-commerces, essa questão é ainda mais importante, uma vez que como existem muitas categorias e muitos produtos, essas URLs tendem a ficarem imensas quando não otimizadas com os termos corretos.

Capriche na descrição dos produtos

ilustração de um campo de alt text preenchido
fonte: freepik.com

Quando entramos em uma loja física, em um shopping center, por exemplo, logo podemos contar com o auxílio de um vendedor para tirar nossas principais dúvidas sobre um produto. No ambiente on-line, porém, essa ajuda (que é muito útil, aliás) se perde e, quando cultivamos muitas dúvidas sobre determinado item, tendemos a desistir da compra antes mesmo de tentar saná-las.

Isso pode acontecer por alguns motivos: ou os canais de comunicação da loja são muito complexos e não oferecem soluções simples ou a descrição daquele produto (e/ou sua ficha técnica) está carente de informações. As duas opções, no entanto, são questões fundamentais para o oferecimento de uma boa experiência de usuário, um dos mais importantes fatores de ranqueamento do Google.

Descreva seus produtos da melhor maneira possível, com absolutamente todas as informações que possam servir ao seu público. Inclua, inclusive, nas suas páginas de produtos, reviews de outros usuários. A exposição de experiências prévias de outros compradores pode ajudar o seu usuário a se identificar com aquele produto.

As descrições do seu e-commerce, ou os chamados textos de apoio, também são conteúdos super importantes para os algoritmos, uma vez que os auxiliam a compreender melhor qual é o contexto semântico exato daquela página. Assim, certifique-se de otimizá-lo sempre com a sua palavra-chave principal. O exemplo abaixo, utilizado pelo Mercado Livre, é uma ótima opção: comparações de produtos similares.

Faça linkagem interna

linkagem interna
fonte: freepik.com

A linkagem interna é uma estratégia que não somente garante que o seu usuário possa circular pelo seu site através de um trajeto lógico, mas também ajuda os robôs a compreenderem melhor de que maneira as suas páginas se relacionam entre si.

Além de transmitir, entre as páginas, alguma autoridade, a linkagem interna garante mais informações ao seu cliente. Ela pode ser feita por meio de hiperlinks dentro dos conteúdos informativos do seu site, de breadcrumbs, imagens, etc.

Organize a arquitetura do site

sitemap
fonte: freepik.com

A arquitetura do seu site é um dos mais importantes coeficientes para uma boa experiência de usuário. Com a chegada do Google Page Experience, nova atualização de algoritmo que chega em maio deste ano e traz UX como fator de ranqueamento, investir em uma navegação de qualidade é absolutamente imprescindível em SEO.

Para começar a esboçar uma boa arquitetura, trace a árvore do seu site de maneira clara e objetiva, garantindo sempre que o seu usuário possa chegar tanto ao seu produto quanto ao seu checkout em apenas 3 cliques.

Para os e-commerces, a estrutura arquitetônica mais comum é a seguinte: __  Home ___ Departamento ____ Categoria _____ Produto final Veja, abaixo, um exemplo prático disso para um e-commerce de itens domésticos: __  Página Inicial ___ Cama & Mesa ____ Jogo de Lençol _____ Lençol Percal Azul Em nível técnico, essa organização também promove, em algum grau, a linkagem interna de um site.

Otimize o texto-âncora dos seus links

texto âncora
fonte: freepik.com

Quando falamos em linkagem, seja ela interna ou externa, estamos falando especificamente sobre hiperlinks e textos âncora. Se você deseja levar o seu usuário a uma página sobre [toalhas de banho], é importante que o texto âncora deste link seja toalhas de banho, ou quaisquer outros termos relacionados à página de destino.

Velocidade de carregamento

Como dito algumas linhas acima, a arquitetura da informação do seu site é de extrema relevância, mas aqui vale dizer que não importa o quão bem estruturada ela está se a velocidade de carregamento do seu site ficar a desejar. Este é, inclusive, um dos pontos mais cruciais para o Google Page Experience.

A métrica LCP, ou Largest Contentful Paint, que faz parte dos novos Core Web Vitals, veio para avaliar se a velocidade de carregamento de uma página é ou não satisfatória para o usuário. De acordo com o Google, uma página deve carregar em menos de 2,5 segundos para que sua velocidade seja razoável.

De acordo com dados do próprio Google, inclusive, quando a velocidade de carregamento móvel de um site sobe de 1 para 3 segundos, a taxa de rejeição pode crescer até 32%.

SEO off-page também ajuda a destacar seu e-commerce! Confira 3 dicas

vetor equipe construindo página
fonte: freepik.com

Agora que já circulamos pelos fatores On-Page, chegou a hora de falarmos dos fatores Off-Page, ou aqueles sobre os quais não temos total controle. O SEO Off-Page, como costumamos chamá-lo, geralmente diz respeito aos aspectos ligados à autoridade de um site.

Em SEO, ter autoridade significa ser compreendido como o melhor site dentro de determinado nicho, mas essa percepção não deve ser somente do usuário, mas também do próprio algoritmo. Métricas como Domain e Page Authority, ou as autoridades de domínio e página, revelam de que modo os robôs estão reconhecendo a autoridade do seu site.

Abaixo, destrincharemos um pouco melhor as maneiras mais eficazes de construir a autoridade do seu site.

Crie um blog para o seu e-commerce

Se você vende, por exemplo, cosméticos capilares, que tal se posicionar como uma marca que tem total conhecimento sobre seu nicho de atuação?

Distribua o melhor conteúdo sobre cabelos, contrate especialistas, interligue suas publicações de blog com redes sociais, faça eventos online, lives, webinários, enfim, não perca nenhuma oportunidade de transmitir à sua audiência o quanto a sua marca é uma especialista neste assunto.

Crie, sempre, o melhor conteúdo e lembre-se de escrever textos otimizados para SEO.

Produza conteúdo que atrai links

ilustração do que são backlinks
ilustração por Experta Media

E, por falar em conteúdo, uma das maneiras mais eficientes de elevar a autoridade do seu site perante os algoritmos é recebendo menções em formato de link. Mas para que estes links sejam válidos, eles devem ser recebidos espontaneamente, de maneira orgânica e devem fazer sentido dentro de seu contexto.

Uma forma bastante produtiva de atrair estes links, contudo, é a produção de conteúdos virais e com muitas informações. Infográficos, vídeos, conteúdos épicos (aqueles do tipo Guia Definitivo) e landing pages voltadas à explicação completa sobre determinado assunto, incluindo diferentes formatos de mídia, são alguns conteúdos que tendem a atrair menções.

Link building

vetor de um notebook ligado a outras páginas de sites
fonte: freepik.com

Apesar de possuir uma relevância imensa, o link building sempre foi um assunto que divergiu opiniões em SEO. Se há alguns anos fazer link building era tão somente executar algumas práticas de guest post, hoje já sabemos que essa estratégia é condenada pelo Google.

Mas, então, de que forma distribuir conteúdo de qualidade e garantir o retorno técnico dos links sem cair em manipulação de algoritmo? Se você acessa a internet todos os dias, provavelmente tem contato com portais de notícias. Estes sites, além de possuírem autoridade e uma atualização extremamente frequente, alcançam milhões de pessoas diariamente.

A junção destas duas forças de trabalho, o link building e a assessoria de imprensa, deu origem ao que chamamos hoje de assessoria de imprensa digital – a distribuição de conteúdo informativo, orientado a dados, cujo objetivo é o retorno de menções em formato de link.

Este trabalho, muito mais sofisticado que o simples envio de um guest post, gera resultados bastante influentes para os e-commerces, principalmente quando pautas de valor, relacionadas ao crescimento e retração de setores do comércio, são divulgadas.

Confira se você está cometendo esses erros no seu site

Sinal de vetor sinais de alerta de perigo de alta tensão isolado em um fundo branco
fonte: freepik.com

Depois de exibir um panorama geral dos cenários que mais exigem atenção em SEO, chegou a hora de falarmos dos erros mais comuns!

Muitas vezes, na hora de desenhar a nossa estratégia, sabemos exatamente o que devemos fazer, mas dificilmente sabemos o que não devemos fazer, e por isso, trouxemos também uma lista com os deslizes mais corriqueiros do mercado.

Conteúdo duplicado

conteúdo duplicado
fonte: freepik.com

Há alguns anos, pensar em conteúdo duplicado era simples: se um conteúdo já existe em uma página da web, ele não deve ser reproduzido em outra. E pronto. Hoje, sabemos que esse assunto possui desdobramentos mais sutis do que a simples cópia de um conteúdo, e a prova disso são os próprios portais noticiosos, como citamos no tópico acima.

Se uma notícia divulgada por uma agência especializada é divulgada em diversos sites em um mesmo dia, por que então os sites de notícias têm sempre grande autoridade? No final de janeiro deste ano, John Mueller, Evangelista de Buscas do Google, falou em seu programa semanal sobre search no YouTube que conteúdo duplicado não é um fator de ranqueamento negativo.

A afirmação de John, é claro, deve ser interpretada com parcimônia. É claro que plagiar o conteúdo de alguém vai ser negativo para as avaliações do seu site (e é também uma infração jurídica, em certo grau). Mas, no caso de conteúdos informativos e que estejam em mais de uma página ao mesmo tempo porque há uma necessidade contextual e semântica para isso, serão considerados dentro destes parâmetros.

Títulos Repetidos

tela representando busca de palavra-chave em buscador online
fonte: freepik

Se cada página do seu site fala sobre um assunto diferente, por que motivo todas elas possuiriam um mesmo título?

Conforme explicado no início deste conteúdo, a tag title da sua página é uma chance de ouro para a sua empresa atrair a atenção e o clique do seu público-alvo na SERP e, uma vez que cada página corresponde à uma palavra-chave diferente, varie seus títulos e os enquadre à intenção de cada assunto.

Descrição de produtos copiada

descrição de produto duplicada
fonte: freepik.com

A descrição de produtos copiada está relativamente relacionada ao tópico de conteúdo duplicado, mas aqui está um exemplo claro do que não deve ser feito.

As descrições originais, além de atraírem mais a atenção do seu usuário e possuírem características específicas da sua marca, dizem ao Google que o seu conteúdo diz respeito ao seu produto, e a nenhum mais.

É comum vermos produtos iguais, vendidos em diferentes lojas, com descrições idênticas, mas saiba que o algoritmo enxerga isso com maus olhos.

Links quebrados

vetor link quebrado
fonte: freepik.com

Os links de um site, tanto internos quanto externos, são um elemento importante demais para não serem constantemente fiscalizados. Os links quebrados são aqueles que, ao serem acessados, não funcionam ou enviam o usuário a uma página de erro 4XX.

Eles são uma consequência natural da passagem do tempo e da mudança que alguns sites sofrem, mas isso não significa que não devam ser rapidamente identificados e consertados.

A ferramenta Ahrefs, voltada especialmente ao controle e a manutenção de backlinks, possui um recurso especial para a identificação de links quebrados.

Site não otimizado para o mobile

vetor mobile
fonte: freepik.com

Segundo dados da StatCounter, 52% de todo o tráfego global da internet teve origem em dispositivos móveis. Este dado nos aponta para um futuro certo: se, hoje, a maior parte dos acessos à internet ocorrem via mobile, em não muito tempo esses acessos serão a maioria esmagadora.

Em março deste ano, inclusive, o Google lançou sua atualização Full Mobile-First Index, cuja maior consequência é a exclusão total da SERP de sites que não possuem versões móveis. Portanto, se o seu site ainda não está otimizado para o consumidor que compra pelo celular, corrija-se o quanto antes.

Má escolha das palavras-chave

chave e lupa sob uma página de site
fonte: freepik

A pesquisa de palavras-chave é uma etapa bastante importante quando estamos traçando nosso plano de metas de SEO. Em outras palavras, as palavras-chave para as quais otimizamos nossas páginas estão diretamente ligadas às intenções de busca dos nossos usuários, portanto, devem ser escolhidas minuciosamente.

A má escolha desta listagem pode ter consequências catastróficas nos resultados de uma estratégia de SEO, como, por exemplo, grande esforço de trabalho jogado fora em palavras que não são utilizadas pelo seu público.

Imagens não otimizadas

ilustração representando uma imagem sendo carregada em uma página da internet
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Apesar de serem frequentemente ignoradas, as imagens também podem ser otimizadas para SEO.

Aspectos como a qualidade da imagem, alt text, dimensões, peso e nome do arquivo são importantes fatores avaliados pelos algoritmos.

Certifique-se sempre de que as imagem estão alinhadas com o tamanho da tela em que serão exibidas e que possuem uma descrição precisa na tag alt – isso é importante, também, porque os softwares de leitura que auxiliam deficientes visuais a navegarem pela internet utilizam essa tag para descrever as imagens.

O nome do arquivo também ajuda os crawlers a identificarem do que aquela imagem se trata, uma vez que eles ainda não são capazes de lê-la imageticamente.

Conclusão

Depois de tanta informação, podemos concluir que, diferente do conceito que tínhamos de SEO há alguns anos, o trabalho de otimização de sites nunca foi tão multidisciplinar quanto é hoje.

Quanto mais complexos e sofisticados ficam os algoritmos, mais exigente o trabalho se torna e, na mesma medida, mais rigoroso o próprio consumidor. Para mais dicas sobre SEO, continue acessando o blog da Experta Media.

Natasha Caminha

CEO, Example Inc.Publicado em 7 de abril de 2021 | Atualizado em 12 de agosto de 2021
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Google Discover: como funciona?

O Google Discover virou notícia após adicionar, no dia 5 de novembro, uma área destacada com fatos checados para evitar a veiculação de fake news, principalmente durante o período das eleições municipais no Brasil. O Google realizou uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com agências de checagem e veículos tradicionais de imprensa.

A atitude da empresa é importante e chamou atenção: o Google Discover é o meio pelo qual muitas pessoas acessam conteúdos e consomem notícias atualmente. Por isso, a ferramenta tornou-se estratégica para o Marketing de Conteúdo. Mas afinal, você sabe o que é e como usá-la?

Neste post será abordado:

  • O que é o Google Discover;

  • Como funciona o Google Discover;

  • A relação entre Marketing de Conteúdo e tráfego orgânico com o Google Discover;

  • Como aparecer na plataforma.

Produzir ótimos textos ou produtos audiovisuais não adianta se eles não chegarem até o público interessado. De acordo com Gary Vaynerchuk, CEO da VaynerMedia, se você não está colocando conteúdo relevante em lugares relevantes, você não existe. O feed de notícias Google pode ser uma solução para esse problema.

O que é o Google Discover?

vetor da logo do Google
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É o feed de notícias Google para mobile, ou seja, para celulares. Ele apresenta páginas com conteúdos considerados relevantes pelo buscador para um determinado usuário. A ferramenta baseia-se nos interesses demonstrados pelos internautas em pesquisas feitas anteriormente. Por meio dessa ferramenta, o Google adquire uma postura preditiva, em vez de reativa. O feed antecipa a pesquisa do usuário, que não precisa mais ser feita por ele, o que pode melhorar a sua experiência.

Anteriormente, o Google Discover era o Google Feed. Mas, em 2018, após algumas melhorias, a ferramenta deixou o nome. Ela foi então aprimorada, agregando outros tipos conteúdos, uma nova identidade visual e transformada no Google Discover que conhecemos hoje.

Funcionamento do Google Discover

vetor de um smartphone mostrando um feed
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O feed de notícias do Google só está disponível mobile, ou seja, só pode ser acessado por meio de smartphones. Esse acesso acontece pelo aplicativo do Google, pelo navegador ou, em alguns dispositivos, deslizando a tela inicial para a direita.

O antigo Google Feed agora tem um funcionamento muito mais otimizado, podendo ser “rolado” como se fosse o feed de qualquer outra rede social. Todos os conteúdos selecionados pelo buscador estão acompanhados das seguintes informações:

  • Título;

  • Trecho inicial do conteúdo;

  • Imagem;

  • Fonte;

  • Data de publicação.

Na maioria das vezes, os conteúdos que irão aparecer serão atuais, de horas ou dias atrás. Contudo, nada impede que outros mais antigos, ainda relevantes para o usuário, apareçam. Os materiais exibidos podem ser multimídia e sobre diversos assuntos: placares de jogos, valores de ações, previsão do tempo, lançamentos culturais, entre outros, desde que se adequem ao perfil do usuário.

Como o Google seleciona os conteúdos para você?

ilustração de uma mulher pensativa sobre tecnologias
fonte: freepik

O Google Discover “sabe” tudo que você pesquisa no seu buscador. Assim, a ferramenta entende que aquele tipo de conteúdo é de seu interesse. Além disso, se o usuário permitir, o Google pode acessar outras informações sobre os conteúdos com interação na Internet, por meio da sua atividade em apps da plataforma, histórico e configurações de localização.

Essas informações irão alimentar os algoritmos que irá definir, de modo personalizado, os conteúdos que aparecerão no feed de notícias de cada um. Também tem como você personalizar a sua página respondendo se quer receber mais conteúdos daquele tipo ou indo até à configuração “gerenciar interesses”.

Esse acesso aos dados realizado pelo Google também gera críticas quanto à violação da privacidade do usuário. Existem reclamações acerca do Google Discover escolher o que o usuário irá ler. O escritor Jaron Lanier, também músico e cientista da computação estadunidense, critica expressamente qualquer algoritmo, plataforma ou ferramenta que faça isso por motivos específicos, como influenciar comportamentos. Para saber mais, o tema é abordado em seu livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais”.

Importância do Google Discover no Marketing de Conteúdo

ilustração de uma tela com uma folha escrita saindo de uma página
fonte: freepik.com

O Marketing de Conteúdo inclui várias possibilidades, uma delas é o Google Discover. Fazer com que o seu conteúdo apareça no feed de notícias do Google significa mais visibilidade para o seu site ou blog, gerando mais tráfego orgânico. Ou seja, isso irá aumentar os cliques e, consequentemente, mais pessoas irão conhecer a sua marca, serviço ou produto. Ao ser lançado, o anúncio oficial dizia que o Google Discover já ultrapassava mais de 800 milhões de usuários mensais.

Entretanto, um bom Marketing de Conteúdo é baseado na produção de materiais relevantes: isso será essencial para que o Google Discover selecione matérias do seu site. Sendo assim, alinhe os conteúdos com a sua persona. “Conteúdo é qualquer coisa que adicione valor para a vida do leitor”, diz Avinash Kaushik, profissional da área de Marketing Digital do Google.

Outro ponto é que o Google Discover também incrementa o seu Marketing de Conteúdo, pois cria uma relação mais próxima com o usuário. O seu formato é semelhante ao de uma rede social: a pessoa “rola” o feed da ferramenta para ver novos conteúdos e notícias que foram selecionados especialmente para ela. Diferentemente de uma pesquisa, que só é feita caso o usuário queira tirar alguma dúvida ou obter alguma informação específica. Por isso, é muito provável que o uso Google Discover torne-se um hábito, presente no dia a dia da sociedade.

Lembre-se que é apenas uma ferramenta que, para dar certo, depende de uma boa estratégia de Marketing. “Ferramentas são excelentes. Mas Marketing de Conteúdo é sobre o mago, e não a varinha”, ressalta o autor Jay Baer.

Como fazer um conteúdo aparecer no Google Discover?

ilustração de um notebook com páginas saindo da tela
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Em uma entrevista ao Search Engine Journal, John Mueller, analista de tendências do Google, ao falar sobre SEO e práticas de ranqueamento, destacou que ainda existem lacunas sobre o assunto. Segundo Mueller, a empresa atualiza constantemente os seus algoritmos para melhorar a experiência do usuário, mas isso não é suficiente para saber tudo: é possível seguir estratégias que funcionam por meio de tentativas.

Não há um passo a passo exato que garanta que o conteúdo do seu site ou blog irá aparecer no Google Discover. No entanto, existem algumas dicas que tornam mais provável a presença de um conteúdo no feed de notícias do Google. Confira!

  • Ter um site otimizado para mobile: o Google Discover apenas pode ser acessado por smartphones. Logo, é preciso que o site apresente uma boa usabilidade mobile para que o usuário tenha uma boa experiência;

  • Produzir conteúdos relevantes para a sua persona: a produção de materiais úteis aos usuários é fundamental para que o Google selecione o seu conteúdo;

  • Usar imagens de alta resolução: os conteúdos aparecem em destaque juntos a uma imagem. Por isso, ela não pode estar em miniatura ou ter menos de 1200 px de largura: segundo o buscador, isso aumenta em 5% os cliques. Também é preciso conceder ao Google o direito de exibir sua imagem aos usuários, usando o formato AMP ou preenchendo um formulário;

  • Siga as políticas do Google Notícias: os conteúdos devem ser confiáveis, com direitos autorais e contra a prática do bullying. Incentivar violência, ilegalidades ou prejuízos à saúde só compromete o seu ranqueamento;

  • Busque mesclar seus conteúdos com assuntos “frescos”: uma pesquisa do Search Engine Journal mostrou que 46% dos conteúdos são notícias, e elas ganham 99% dos cliques dos usuários;

  • Escolha temas abrangentes que interessem ao usuário: agrupe-os em palavras-chave amplas relacionadas ao seu mercado;

  • Estratégia topic clusters: escolha um tema abrangente para tratar de um conteúdo central. Depois, faça outros conteúdos que sejam relacionados ao central, com links que direcionem para a matéria principal.

Use vídeos: o Google Discover é multimídia. Logo, faça vídeos e veicule-os nas matérias. Investir em um canal no YouTube é uma boa opção.

Em resumo, é possível tirar um ótimo proveito da ferramenta seguindo estas dicas. Lembre-se dos pontos apresentados aqui e use este artigo como um guia.

Punição e penalidade do Google: existe diferença?

Ao produzir um conteúdo digital para ser publicado em um blog ou site, os algoritmos do Google, ou de outros mecanismos de busca, serão determinantes para que sua informação seja efetivamente consumida. São esses códigos quem ditam as regras sobre o que aparecerá nas páginas de resultados. Por isso, atente-se ao produzir qualquer material e ação que for executar. Algumas práticas podem ser interpretadas como trapaças e levar o Google a aplicar punições em seu site ou plataforma.

Desse modo, é relevante conhecer as melhores práticas para ranquear seu conteúdo e evitar penalidades. Neste post, alguns temas serão abordados:

  • Práticas de SEO: black hat x white hat;

  • o que pode gerar uma penalidade;

  • penalidades algorítmicas x penalidades manuais;

  • como lidar se o seu conteúdo for penalizado/punido.

Práticas de SEO (Search Engine Optimization)

ilustração de notebook com uma lupa na tela representando busca
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As práticas de SEO (Search Engine Optimization) são muito importantes para o universo do Marketing de Conteúdo e da Arquitetura da Informação. O uso de hiperlinks, pesquisa de palavras-chave, reestruturações do texto e da parte técnicas de um site são alguns dos exemplos de ações que tem como objetivo alcançar as melhores posições no Google.

Ao final, o que deve ser prioridade é a experiência do usuário e a promoção de uma melhor navegação para aqueles que consumirem seu conteúdo. De forma resumida, focar em SEO faz com que seu seja encontrado por mais pessoas, já que seu posicionamento nos resultados de busca estará mais elevado.

White hat

Dentre as práticas de SEO, dois “tipos” podem ser identificadas: a white hat e a black hat. A primeiro consiste nas técnicas que se encaixam nas diretrizes para webmasters do Google, que são realmente interpretadas e sugeridas pela ferramenta como boas condutas para posicionar seu conteúdo.

Elas demandam mais tempo e trabalho: a longo prazo, serão decisivas para o sucesso de seu material. Além disso, ao praticar o white hat, é certo que o Google não terá razão alguma para penalizar seu site. Algumas práticas white hat são:

  • Escolha dedas palavras-chave ideais,

  • Conquista natural de links

  • Aplicação de title e de meta-descrição

Mas, a principal delas, e que deve ser o principal objetivo, é a busca pela originalidade e qualidade dos conteúdos. É essencial ter em mente que o Google quer que você seja capaz de entregar uma boa experiência para seus usuários.

É essencial ter em mente que sua base não deve ser a busca por um grande fluxo de acessos, mas conquistar a estrutura de experiência dos usuários.

Black hat: o “dark side” do SEO

ilustração de uma página com sinal vermelho de proibido
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O black hat é como o oposto do white hat. É formado por práticas que o Google desaprova, ou seja, que não condizem com suas diretrizes.

Fazer black hat não é recomendado para seu conteúdo, pois acontece por vias desonestas e que driblam os parâmetros de funcionamento do buscador, o que pode até gerar uma punição definitiva para seu site.

Algumas práticas a serem evitadas, citadas nas próprias diretrizes para webmaster do Google são:

  • Cloaking (conteúdo que chega ao usuário é diferente do que chega ao search engine);

  • Participação em esquema de links;

  • Palavras-chave irrelevantes ou em excesso (keyword stuffing);

  • Texto ou link oculto;

  • Cópia de conteúdo.

Penalidades algorítmicas x penalidades manuais

Sinal de vetor sinais de alerta de perigo de alta tensão isolado em um fundo branco
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Existe uma tendência em pensarmos que as punições do Google são todas iguais. O que não é verdade. Mesmo que o foco ao produzir seu conteúdo seja evitar qualquer tipo de penalidade, conhecer as diferenças entre elas pode auxiliar na intensificação de boas práticas de ranqueamento.

Punições algorítmicas do Google

Se você nota algo de muito diferente com os acessos, como queda excessiva no número de cliques ou de palavras-chave, é possível que seu site tenha sido vítima de uma penalidade algorítmica. Cabe ressaltar que atuação do algoritmo do Google, por si só, não é capaz de representar uma punição definitiva para seu site, pois eles são apenas parâmetros de qualidade e ranqueamento do conteúdo.

Apesar de a “punição” algorítmica ser significativa e gerar grande impacto no fluxo de acessos, ela é diferente de uma penalidade manual. De forma geral, a primeira ocorre apenas pelo fato do algoritmo entender que aquela informação não é relevante para estar nos resultados de busca.

Em entrevista ao Search Engine Watch, a canadense e especialista em SEO, Marie Haynes, ressalta a necessidade de não descuidar da construção de uma boa experiência do usuário, pois nem sempre essa queda nos acessos é sinal de punição do Google. Conteúdos rasos, páginas fora do ar, por exemplo, prejudicam muito o posicionamento, sem necessariamente representar uma punição. “Se o tráfego ou a classificação do seu site caiu, pode ser devido a problemas técnicos ou, talvez, porque um concorrente está simplesmente superando você. Nem sempre significa que algo está errado”, afirma Haynes, quality rater do Google

Manuais

Penalidades manuais ocorrem para além do algoritmo do Google e, quando ocorrem, recebe uma notificação diretamente no Google Search Console.

Além desse sistema inteligente que capta os conteúdos de melhor qualidade para o usuário, o Google conta com uma equipe de pessoas que atua manualmente na seleção de bons conteúdos, penalizando aqueles que não se encaixarem em diretrizes e que não forem julgados com qualidade satisfatória para serem mostrados como resultado de buscas dos usuário.

Caso seu conteúdo seja interpretado como fora das diretrizes estabelecidas, o colaborador do Google possui o direito de puni-lo em diferentes graus. Pode ser que seu site inteiro seja banido da ferramenta, não sendo indexado nas buscas, ou pode ser que ele apenas caia de posicionamento, sinal de que algum conteúdo em particular foi identificado como fruto de black hat.

O que causa uma penalidade?

ilustração de uma mulher pensativa sobre tecnologias
fonte: freepik

Como já citado, praticar o black hat é uma das possíveis causas de receber penalidades. Logo, é essencial manter-se longe da duplicação de conteúdos, da inserção de URL’s que não agregam nada e dos comentários spam.

Além disso, pode ser que o seu caso se encaixe em um novo domínio, por exemplo. Novos sites tendem a ganhar espaço de maneira gradativa. Se ele, por alguma razão, possuir uma quantia elevada de referências (backlinks) em sites externos, os bots podem interpretar isso como uso de black hat, mesmo que não seja. Logo, é possível que um algoritmo esteja agindo de maneira negativa para seu conteúdo mesmo sem a prática do black hat, devido a alguns fatores suspeitos. Isso tende a melhorar com o tempo, conforme o sistema entender que seu site ganhou espaço na rede por crescimento, e não black hat.

Em discussão sobre as penalidades manuais, compiladas no Search Engine Journal, o especialista do Google, John Mueller, ressalta que elas são aplicadas em casos mais severos, quando o site não apresenta conteúdo válido o suficiente para serem investidos recursos na indexação de conteúdo: “Só removemos completamente as páginas da pesquisa com uma ação manual se houver, realmente, algo problemático”, alega o analista de tendências para webmasters.

Recebi uma punição: e agora?

vetor de uma mulher preocupada em frente ao notebook
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No caso de punições e de penalidades algorítmicas, não há necessidade de entrar em contato com a ferramenta, já que não constará nenhum recado a respeito da realização de uma punição efetivamente, apenas a mudança no algoritmo. Já em relação às manuais, a própria notificação que será enviada a respeito do ocorrido já pode conter instruções de como entrar em contato com recursos do Google, algo como uma espécie de “pedido de reconsideração”.

Segundo afirmado por Mueller, também no Search Engine Journal, esse pedido pode não ser algo instantâneo, levando o site ou conteúdo punido a sofrer as consequências dessa penalidade por um certo tempo, até que tudo se resolva: “Se você assumir o controle de um domínio que tem uma ação manual como essa, limpar ou começar do zero com um novo conteúdo, em seguida, enviar um pedido de reconsideração, nós teremos que começar a indexar o site novamente e isso pode demorar um pouco.

Conclusão

A chave do sucesso é, por fim, focar nas boas práticas de SEO. “Vestir” o white hat é o caminho mais seguro e apontado pelos especialistas na hora de promover um resultado satisfatório, evitando experiências ruins tanto ao criador do conteúdo, quanto ao usuário.

SEO: uso de imagens na otimização de sites

Quando se fala em áreas negligenciadas do SEO, a otimização de imagens ocupa o primeiro lugar da lista. Isso porque os profissionais simplesmente acreditam que não vale prestar atenção nisso. Eles esquecem que as figuras também são elementos de muita relevância para a otimização de sites.

Para não ficar no grupo dos que desprezam a otimização de imagens, neste artigo você irá aprender sobre:

  • A importância das imagens nas estratégias de ranqueamento no Google;

  • O que você ganha por utilizar imagens originais;

  • Como o tamanho e a qualidade das imagens influenciam na otimização do site;

  • O que é o alt text e como utilizá-lo de maneira eficiente;

  • A relevância das legendas em uma estratégia de SEO;

  • Por que a contextualização também é importante.

Por que investir em SEO para imagens

 

ilustração representando uma imagem sendo carregada em uma página da internet
fonte: freepik.com

As imagens são importantes, seja em uma estratégia de Marketing Digital, Marketing de Conteúdo, ou ranqueamento no Google. São elas que os clientes enxergam primeiro no seu site, blog ou redes sociais. As escolhas dizem muito sobre seu negócio e a mensagem que deseja passar ao público.

Quando você está “rolando” seu feed no Instagram, não está preocupado em ler as legendas, pelo contrário, o que te faz parar e prestar atenção em todo o resto é, justamente, a imagem. Trata-se do que seus olhos captam primeiro.

Em seu artigo para a Spiner, Jaqueline Gomes, analista de social media, falou sobre o “poder de parada”, que se refere à atenção que um conteúdo é capaz de chamar, a ponto de fazer a pessoa parar para admirá-lo: “Em meio à infinidade de informações presentes na Internet, é necessário que uma imagem seja chamativa o suficiente para que o público-alvo pare, olhe e tenha interesse em oferecer atenção ao conteúdo”.

Falando especificamente em ranqueamento na ferramenta de busca, o Google Imagens é um excelente motivo para investir na otimização de imagens. Dessa maneira, você não ranqueia apenas o conteúdo geral.

Se a imagem estiver devidamente descrita e contextualizada, as pessoas também poderão encontrar sua marca por meio dela. O Google, em seu artigo intitulado Google Image best practices, é bastante claro ao afirmar que: “O Imagens do Google é uma forma de encontrar visualmente informações na web. Com mais contexto relacionado às imagens, os usuários têm acesso rápido às informações”.

Imagens x otimização de sites

ilustração de página de site com upload de imagem
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Quando o assunto é escolher a foto certa, é importante destacar que a originalidade é bastante apreciada. Mas isso não quer dizer que apenas imagens capturadas e/ou confeccionadas pela sua equipe possam ser utilizadas em suas redes, ou blog. Uma pequena edição com um filtro, ou a opção por um estilo, por exemplo, fazem toda a diferença. Isso faz com que as pessoas olhem e identifiquem sua marca de imediato. Basta observar o exemplo do Nubank.

Padronização de imagens utilizada pelo Nubank, no blog
Padronização de imagens utilizada pelo Nubank em seu blog | Foto: Reprodução

A hora de salvar a foto não pode ser negligenciada. A qualidade, o tamanho e o nome precisam ser considerados. Qualidade é crucial: uma imagem toda borrada ou escura, com certeza, não irá passar confiança, muito menos tornará seu conteúdo agradável. Fotos nítidas tendem a destacar-se em meio às outras.

Em relação ao tamanho, Lucila Turqueto, editora do blog “Casa de Valentina”, falou sobre o assunto em seu canal do YouTube. Turqueto explicou que o tamanho das imagens influencia no tempo de carregamento do site, que além de ser um fator de SEO, é de extrema importância para a experiência do cliente em potencial que está te visitando na web. Segundo ela, as imagens devem ser otimizadas, além de apresentarem até 150 kb.

O nome da imagem também conta muito, pois o Google leva isso em consideração. Nada de nomear as do seu site/blog como “IMG-123”: prefira termos que realmente digam algo sobre a figura apresentada. Em um vídeo respondendo dúvidas de SEO, da Experta Media, quando questionada sobre a existência de uma forma correta de salvar imagem, vídeo ou gráfico, Flávia Crizanto disse o seguinte: “Sim! Alt text é importante tanto como fator de ranqueamento, quanto fator de inclusão para pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual.”.

Alt text e sua importância

 

ilustração de um campo de alt text preenchido
fonte: freepik.com

O alt text, ou alt tag, é o tema mais falado quando o assunto é otimização de imagem para SEO. Isso não acontece à toa, é um requisito importante para o ranqueamento. Trata-se, basicamente, da descrição da imagem. É a forma que os mecanismos do Google têm para “ler” a foto. Assim, a ferramenta de busca entende o que é aquilo e sua relevância.

Essa descrição não deve ser abandonada, visto que, além de servir para o ranqueamento, também é utilizada para fins de acessibilidade. É uma forma para que as pessoas com deficiência visual saibam do que se trata a imagem. Matt Cutts, engenheiro do Google, destacou sua importância: “Adicionar uma alt tag é algo muito fácil, você, com certeza, deveria fazer em todas as suas imagens: ajuda na acessibilidade do seu site (…)”.

Local de inserção do alt text na plataforma do Wix
Local de inserção do alt text na plataforma do Wix | Foto: Reprodução

A forma de inserir as alt tags vai depender da plataforma do seu site. Algumas como o Wix e WordPress são mais intuitivas e já deixam um espaço reservado para isso. Em outros casos, é necessário fazer a inserção por código HTML. Por exemplo, um bom alt tag para a imagem acima seria: alt=”Local de inserção do alt text na plataforma do Wix”. Para utilizar em seu site basta substituir o texto que está entre aspas pelo de sua preferência.

Legendas são cruciais

ilustração de uma caixa de citação sem frase
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Nas legendas, é importante utilizar algumas palavras-chave principais, mas sem exageros. Lembre-se de que a legenda precisa “falar” sobre a imagem. Portanto, além de ser importante para a estratégia de SEO, também é um ótimo elemento para situar o leitor no texto. Nesse espaço é bastante válido e recomendado oferecer os créditos ao autor da imagem, se for o caso.

O contexto também é importante

ilustração de um notebook com páginas saindo da tela
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Além de pensar em todas essas estratégias para ranquear melhor as imagens, sua contextualização deve ser bem pensada. Não adianta, por exemplo, falar sobre o verão e simplesmente colocar a foto de um cachorro no meio do texto, sem qualquer contexto que o inclua. O Google também faz questão de enfatizar isso: “Garanta que seu conteúdo visual seja relevante para o tópico da página. Sugerimos que você mostre imagens apenas onde elas agregam valor original. ”

Portanto, utilizar as imagens certas pode oferecer um valor imenso em qualquer estratégia. Para isso, basta lembrar de buscar fotos que combinem com sua marca e complementem seu conteúdo, salvar da forma certa, não esquecer das alt tags, bem como de apostar em boas legendas. Pronto, assim você terá imagens perfeitamente otimizadas para SEO.

Se você deseja se aprofundar mais e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre SEO, confira nosso Guia de SEO:

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Keywords: qual a importância das palavras-chave no SEO?

Keywords ou, em português, palavras-chave, são peças essenciais em uma estratégia de SEO. É por meio delas que alguém busca uma resposta em serviços de busca como o Google ou Bing. Saber usá-las corretamente pode representar maiores chances de aparecer nos primeiros resultados das pesquisas de um buscador.

Neste post, falaremos sobre:

  • o que são palavras-chave;

  • qual a importância de utilizá-las;

  • como utilizá-las;

  • quais os tipos de palavras-chave;

  • quais as possíveis mudanças nos buscadores atuais.

O que é palavra-chave?

tela representando busca de palavra-chave em buscador online
fonte: freepik

Palavra-chave – ou keyword – é um termo ou expressão utilizado pelas pessoas para buscar algo na Internet. A keyword resume o conteúdo de uma página e, consequentemente, sinaliza para o buscador o assunto a ser tratado. Sendo assim, se alguém pesquisar sobre aquele tema, provavelmente encontrará a página.

Importância das palavras-chave

 

chave e lupa sob uma página de site
fonte: freepik

Como já foi dito, elas são o elo entre quem busca algo na Internet e a sua página. Então, dentro de uma estratégia de Marketing, keywords são cruciais para a construção de conteúdo para web. O uso correto, junto a outros fatores, representa ao serviço de buscas um dos indicadores de relevância no tema pesquisado. Se o buscador considera seu conteúdo relevante, ele irá, como consequência, colocá-lo entre os primeiros da lista, o que aumentará as chances de um possível clique.

Quais palavras-chave usar?

ilustração de uma mulher pensativa sobre tecnologias
fonte: freepik

Existem inúmeras alternativas para fazer uma pesquisa de palavras-chave para seu conteúdo. A busca pode ser rasa, usando o próprio Google, que completa as pesquisas com os termos mais buscados, ou mais profunda, por meio de plataformas especializadas. Podemos citar entre essas plataformas o SEMrush, uma ferramenta paga que auxilia na construção de uma estratégia de SEO. Existem também opções gratuitas como o próprio Google Adwords e o Ubersuggest, que também podem ser utilizadas para encontrar palavras-chave.

Por meio da pesquisa de keyword será possível saber a quantidade de tráfego e o custo por clique, informações cruciais para a escolha dos termos que irão compor a estratégia de Marketing de Conteúdo. A quantidade de tráfego indicará a competitividade do termo: quanto maior o tráfego, maior é a competição pelo ranqueamento. Já o custo por clique pode indicar que os acessos de determinada palavra-chave refletem em conversões, ou seja, o indivíduo, ao final, consome o produto oferecido pela página.

Termos genéricos ou específicos?

ilustração de um ponto de interrogação vermelho
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Essa é uma questão importante na escolha das keywords de seu conteúdo. Mas, o que são palavras-chave genéricas e específicas?

Genéricos ou head tails

Costumam ser termos que não expressam uma intenção determinada de quem busca. Eles apresentam um relevante tráfego. No entanto, uma concorrência igualmente maior. Por serem gerais, acabam diminuindo as conversões, já que o seu conteúdo pode não corresponder com o interesse de quem busca. Por exemplo: “depilação a laser”. O termo usado na busca pode ser utilizado por alguém que quer realizar o procedimento ou, simplesmente, por quem quer saber mais sobre o assunto.

Específicos ou long tails

São termos que deixam clara a intenção de quem busca. Eles apresentam um tráfego menor que os termos genéricos. Consequentemente, uma competição menor. No entanto, costumam ser mais eficientes para conversões, já que, quando alguém acessa seu site por meio de um desses termos, provavelmente sua intenção já é clara. Por exemplo: “empresa depilação a laser Recife”. As palavras usadas demonstram que a pessoa está interessada nesse tipo de procedimento estético e, provavelmente, está procurando a melhor opção nas redondezas.

Palavras-chave no conteúdo

ilustração de uma tela com uma folha escrita saindo de uma página
fonte: freepik.com

Escolhidas as palavras certas, está na hora de utilizá-las em seu conteúdo. Essa é a parte em que surgem as principais dúvidas. O ideal é colocá-las de maneira natural e contextualizada, nunca repetindo inúmeras vezes: evitando que o buscador desclassifique o seu material.

Em um vídeo no YouTube, Flávia Crizanto, jornalista e fundadora da Experta Media, oferece dicas sobre vários assuntos envolvendo SEO e otimização de sites, além de responder algumas questões acerca das keywords. Para ela, a quantidade das palavras-chave em uma página não deve ser considerada à risca: “(…) O que a gente precisa é ter um texto contextualizado. Mais do que pensar se aquela palavra-chave tem X%, pense não só na palavra-chave, mas em todo o contexto das palavras que estão lá (…)”. A profissional considera que pensar em percentual de uso de palavras-chave no texto não deve ser uma grande preocupação na hora da escrita de um conteúdo para Internet. Entretanto, o uso nos títulos e heads (subtítulos) é fundamental.

Ainda no mesmo vídeo, a comunicadora também afirma que não é necessário utilizar como regra a palavra-chave logo no começo do título ou da title tags.. Para ela, o importante é manter a qualidade e a compreensão e por isso ter a keyword no título pode já ser suficiente. Se você buscar algo no Google ou Bing, verá que nem sempre a palavra-chave fica o mais à esquerda possível. Crizanto explica que, para quem trabalha com conteúdo de empresas de serviços ou e-commerce, pode ser interessante utilizar as palavras-chave o mais à esquerda possível. Para um conteúdo jornalístico, por exemplo, basta apenas estar no título. Lembrando sempre que a localização da keyword no título deve ser natural e coesa. No vídeo, ainda é possível retirar outras dúvidas acerca do tema.

Se você quer aprofundar-se mais ainda no assunto, temos o material “Guia de SEO” é muito indicado: nele você encontrará dicas preciosas de SEO para sua página.

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Intenções de buscas

ilustração de notebook com uma lupa na tela representando busca
fonte: freepik.com

Frédéric Dubut, Web Ranking PM Manager do Bing, afirmou no começo deste ano, na Search Marketing Expo (SMX), que 2020 seria um período crucial para o mundo do SEO. Ele falou que os buscadores estão cada vez mais perto de substituir a keyword search pela search intent (em português, intenção de pesquisa).

De acordo com o profissional, os buscadores desejam aperfeiçoar, cada vez mais, seus algoritmos para captar a intenção de quem busca. Ele esperava que 2020 essas empresas migrariam o foco para o intent search. Essa mudança representaria uma necessidade de quem trabalha com SEO repensar os métodos de ranqueamento, já que eles podem tornar-se obsoletos gradualmente.

Mudanças em SEO e no uso de keywords

tela representando busca de palavra-chave em buscador online
fonte: freepik

John Mueller, Webmaster Trends Analyst do Google, não concorda com o pensamento de Frédéric. Em uma chamada de vídeo, ele foi perguntado sobre substituir o método keyword search por intent search, e respondeu: “Eu não vejo assim (…) mesmo que os buscadores estejam trabalhando para entender mais que apenas as palavras (keywords), mostrar palavras específicas para os usuários pode fazer com que eles entendam, de maneira mais fácil, do que se trata sua página (…)”.

Ele acredita que sempre haverá espaço para keyword search, independentemente dos avanços dos algoritmos. Ainda existe muita evolução possível no universo SEO e que, com certeza, representará novos desafios para os profissionais da área. Por enquanto, o ideal é acompanhar todos os avanços propostos pelos buscadores.

Por isso, é importante ficar de olho nas novidades do mercado e você pode acompanhá-las aqui no nosso blog.

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December 2020 Core Update: a mais recente atualização do Google

Quando falamos de buscadores, logo pensamos em um específico e você já deve saber qual é. Apesar de existirem vários outros, o Google é o motor de busca mais famoso e usado do mundo. Além disso, mais que uma ferramenta que facilita nossas pesquisas, o conhecemos também por ser uma das empresas mais relevantes globalmente do século XXI até agora. Por isso, qualquer atualização nos seus algoritmos, mexe bastante com todo o mercado. Com a mais recente, a December 2020 Core Update não foi diferente. 

Para quem trabalha com marketing digital, o Google é duplamente importante: tanto na utilização do dia a dia como usuário, quanto no âmbito profissional, principalmente para SEO. Por isso, é fundamental estar sempre acompanhando o que o Google dita ou recomenda seguirmos para que nossos sites não sejam prejudicados no ranqueamento

Pensando nisso, reunimos aqui as principais informações que você precisa saber sobre essa última atualização nos algoritmos do Google, anunciada no dia 4 de dezembro.

Continue lendo este artigo para entender:

  • o que essa atualização significa
  • no que impacta no seu trabalho de SEO
  • se você deve mudar sua estratégia ou não 

O contexto da December 2020 Core Update

ilustração de um laptop com a página do Google aberta
fonte: flaticon.com

Mudanças nos algoritmos do Google podem implicar diretamente na diminuição de visibilidade do site ou até mesmo na diminuição de vendas. Todos os segmentos e modelos de negócios podem ser afetados.

Uma série de atualizações é feita pelo Google durante todo o ano. Algumas com impacto maior, outras menor. No caso das atualizações de maior relevância, como a December 2020 Core Update, é mais comum o próprio buscador avisar por meio de comunicados oficiais. Geralmente, essas modificações costumam mexer com a comunidade do Marketing Digital, principalmente com aqueles que se beneficiam dos acessos vindos das páginas do buscador.

Com este recente update, muitos sites sofreram oscilações de tráfego e posicionamento das suas palavras-chave, pelo menos nas duas últimas semanas. Vale ressaltar que este comportamento é comum neste momento de mudanças.

Devo me preocupar ou não?

ilustração de uma mulher pensativa trabalhando em seu laptop sob uma escrivaninha
fonte: freepik.com

Durante os primeiros dias de implementação da atualização, foram observados impactos tanto em segmentos quanto em domínios. 

Os segmentos de saúde, imóveis, direito e governo foram os mais afetados, de maneira geral, tanto em desktop quanto nos dispositivos móveis.

Falando apenas de desktop, viagens e finanças foram as categorias que tiveram altas taxas de volatilidade. Já nos dispositivos móveis, os setores afetados foram emprego, educação, pets e animais. 

Além de setores específicos, domínios com tráfego que ultrapassam 1 milhão de visitantes mensais foram seriamente afetados. Quase 50% dos domínios prejudicados e beneficiados têm essa característica. E mais: 1 em cada 3 domínios que experimentaram quedas de visibilidade são sites com mais de 10 milhões de visitantes por mês.

Confira os gráfico do Semrush com os setores “vencedores” e “perdedores”:

gráfico-semrush-segmentos-vencedores
fonte: semrush

 

grafico-semrush-atualizacao-google-perdedores
fonte: semrush

Afinal, o que mudou?

ilustração de uma mão segurando lupa em uma tela de computador com uma página de site aberta e outras ao redor, exemplificando a relação do link building com SEO
fonte: freepik.com

Desde 2013 o Google passou a levar bastante em consideração não só as palavras-chave, mas também o universo semântico. A partir desse momento, para quem investe em blog na estratégia de SEO, o conteúdo de qualidade foi sendo cada vez mais valorizado ao longo dos anos. E mais recentemente, a experiência do usuário nos sites está sendo colocada em evidência. 

Claro que as questões técnicas (on-page) têm muito impacto, mas em internet semântica a mensagem vai ter um peso cada vez maior.

Se você ainda não tem sua estratégia de SEO adaptada a estes critérios, então fique atento!

Como posso adaptar minha estratégia a esta atualização?

ilustração de pessoas representando nicho de site
fonte: freepik.com

O próprio Google, nas páginas da Central de Pesquisa, deixa algumas dicas para você não errar na sua estratégia e acompanhar as atualizações. É importante também você se questionar se:

  • Você está oferecendo o melhor conteúdo em suas páginas?
  • O conteúdo fornece informações ou análises originais?
  • O conteúdo fornece uma descrição substancial, completa ou abrangente do tópico?
  • O conteúdo fornece uma análise criteriosa ou informações interessantes além do óbvio?
  • Se o conteúdo se baseia em outras fontes, ele evita simplesmente copiar ou reescrever essas fontes e, em vez disso, fornece valor adicional e originalidade substanciais?
  • O título da página fornece um resumo descritivo e útil do conteúdo?

Após fazer responder estas perguntas, reavalie a maneira que você está trabalhando SEO no seu site e use esta lista como um guia.

E você? Como está cuidando do conteúdo do seu site?

Tendências do link building para 2021

Traçar um planejamento com objetivos e metas  é o primeiro passo para ter sucesso em qualquer estratégia on-line. Quando o assunto é SEO, o resultado esperado deve contemplar a melhoria de posições na página de resultados do Google para palavras-chave que realmente fazem sentido para a sua empresa. Mas será que as técnicas continuam a mesma em 2021?

O link building mudará nos próximos anos?

Querer estar antenado com esses temas não é uma questão de vaidade. A visibilidade na internet realmente é capaz de gerar um fluxo de tráfego mais acelerado e garantir mais conversão. Ao final, técnicas de SEO e link building vão ser responsáveis por darem relevância àquilo que você tem a oferecer.

Por isso, começamos a analisar tudo que os principais especialistas da área estão falando sobre a temática e o que devemos (ou não) incorporar para o próximo ano.

No artigo de hoje vamos analisar:

  • As previsões para SEO em 2021
  • Como destacar sua empresa na internet
  • O papel do link building na rede

Vamos lá?

Link building em 2021: colaboração e contexto são a chave

ilustração de laptop conectando a 3 páginas suspensas
fonte: freepik.com

Alguns especialistas costumam dizer que o SEO não muda e que a base é a mesma. Entretanto, não podemos dizer o mesmo sobre link building. Desde que os links começaram ser utilizados pelo Google como fator para determinar o ranqueamento, muita coisa mudou.

No passado, não era preciso muito esforço para conseguir uma boa autoridade on-line. Assim como acontecia no Keyword Stuffing, receber referências de qualquer tipo de site, feitas em qualquer contexto, sem priorizar o leitor, costumavam trazer algum tipo de resultado.

Houve a época em que links de comentários ou de fóruns podiam trazer inúmeros benefícios. Teve também aquele momento no qual não interessava muito de onde um backlink vinha. Foi a farra da automação. Depois, o Google foi ficando cada vez mais inteligente e refinado. E hoje é quase um senso comum que os links que apontam para um site devem ser o mais naturais possível e de muita qualidade.

Já é quase 2021

O ano de 2020 começou trazendo novidades em relação aos famosos atributos rel=nofollow e rel=dofollow. A família ganhou dois novos irmãos, atributos rel=sponsor  e rel=UGC. Esses dois últimos passaram a ser utilizados como indicadores de links comerciais e de comentário, enquanto o link nofollow passou a ser visto como uma dica para transferir autoridade para outro site.

Por falar em transferência de autoridade, para quem está fazendo link building pensando em 2021, é importante pensar que as boas referências nunca foram tão importantes! No link building moderno essa é uma máxima que precisa estar sempre em mente.

Recorrência e variedade também são palavras de ordem para quem deseja investir em práticas de link building de qualidade e seguras. O comportamento robótico que traz muitos links de uma só vez ou de um só domínio pode ser um indicativo de Black Hat (aquelas velhas práticas que não surtem bons efeitos e que podem até gerar punições).

Cinco palpites rápidos para o link building em 2021. Façam suas apostas!

ilustração de pessoas representando nicho de site
fonte: freepik.com
  • Conteúdo humanizado: quem está do outro lado da tela é uma pessoa, com sentimentos e vontades. Considere isso antes de pensar somente em métricas de autoridade.
  • Reputação vem antes de influência: quer se tornar uma referência na internet? Comece a agir como uma! Não deixe de dar o crédito para as referências que você utiliza também. Seu site não perde autoridade quando faz isso.
  • Use dados, compartilhe dados: atualmente a web oferece dados aos montes. Considere buscá-los, entendê-los e transformá-los em recursos de informação e conhecimento.
  • Tenha assessoria de imprensa como metodologia: os assessores de imprensa são profissionais que compreendem muito bem o que é de interesse público. Por isso, são habilitados a fazerem a ponte entre empresas e veículos de comunicação, transformando em notícias assuntos de seus clientes. Estratégias de link building que seguem princípios semelhantes costumam ter mais sucesso.
  • Busque parcerias: o conceito de parceria se esvaiu quando as redes sociais tornaram a produção do conteúdo algo rápido de ser produzido e consumido. Mas no Google é diferente. Um bom conteúdo sempre vai encontrar o seu lugar: diante do leitor certo, de quem procura por ele. É a filosofia por trás do SEO!

SEO em 2021: o que esperar?

ilustração de um escritório com pessoas trabalhando
fonte: freepik.com

Depois da atualização dos algoritmos do Google 2003, conhecida como Florida, os sites com baixa qualidade começaram a entrar na mira do buscador. Cerca de 50% deles foram simplesmente removidos da SERP. Na época, a técnica mais utilizada era o Keyword Stuffing: lotar um conteúdo com palavras-chave, sem considerar o contexto ou a necessidade delas. De lá pra cá, a exigência dos algoritmos – assim como a nossa – só aumentou.

Por isso, se considerarmos esse marco, podemos considerar que em 2020 o SEO está completando maioridade! Sim, faz 18 anos que quem quer construir uma presença sólida na internet está trabalhando para levar resultados melhores para pessoas que realizam buscas. Em 2020 a gente viu algumas tendências se consolidando:

  • SEO Local: investir na otimização do seu site considerando o local onde sua empresa e seu público está.
  • Otimização para celular: depois da pandemia, ficou claro que o brasileiro não vai desapegar tão cedo do smartphone. Antes dela, já tinha sido estimado que mais de 85% das pesquisas na internet são feitas por meio de celulares.
  • Experiência do usuário: o Google já anunciou uma grande atualização em seus algoritmos para 2021 e o foco vai estar estar na experiência do usuário em cada página do seu site. O nome dado para essa exigência é Core Web Vitals e eles está focadosem três pontos – tempo de carregamento, interatividade e estabilidade visual.

Destacando sua empresa na internet em 2021

ilustração de uma mulher interagindo com um rank em uma tela de celular
fonte: freepik.com

Não é nossa culpa se o que a gente falou até agora não foi uma surpresa para você! As transformações na tecnologia que envolve os buscadores também acontecem aos poucos, à medida que pessoas reais interagem com ela.

O que o Google espera da gente agora é uma conscientização do papel do criador de conteúdo dentro da rede. Ou seja: os valores da sua empresa e o modo como ela se comporta on-line já estão sendo levados em conta faz tempo.

Portanto, a fórmula para colher um bom resultado por trás do trabalho de SEO e serviço de link building está em quem vai trilhar esse caminho com você. A reputação do site que leva um link para o seu, em linhas gerais.

Preparado para o que vem por aí?

Dicionário de SEO: 43 termos técnicos para você não esquecer mais

O nome Search Engine Optimization pode assustar logo de primeira, já que oficialmente utilizamos o termo em inglês. Para facilitar, adotamos a sigla SEO. Em português, Otimização para Motores de Busca. 

No universo do SEO existem diversos termos técnicos. Muitos em inglês, outros já são usados na sua tradução para o português comumente, mas o significado pode ainda não ser totalmente claro para todo mundo. 

Por isso, listamos abaixo os principais conceitos que você precisa conhecer.

Alt de Imagem ou Alt Text

ilustração de um campo de alt text preenchido
fonte: freepik.com

Campo inserido nas imagens conhecido como texto alternativo. É um fator de ranqueamento, além de ser importantíssimo para pessoas com deficiência visual, já que o conteúdo desse campo pode ser lido por dispositivos de áudio.

AMP (Accelerate Mobile Pages)

vetor mobile
fonte: freepik.com

É um formato de página otimizada para um carregamento simplificado. O objetivo é atender ao Postconceito de Mobile First, no qual a arquitetura e o desenvolvimento são direcionados aos dispositivos móveis e, em seguida, aos desktops.

Arquitetura da informação

domínio web
existe uma infinidade de sites na web e os domínios nos ajudam a identificá-los e acessá-los mais rapidamente

Organização das seções, categorias e subcategorias de um site. Uma boa arquitetura colabora para uma melhor navegação dos bots do Google. 

Atributo do link

atributo de link
Um dos atributos é o “nofollow”, inserido no código HTML (a tag “nofollow” junto ao link), que indica ao Google que ele não deve segui-lo

 

Um atributo descritivo anexado a um hiperlink para definir o tipo do link ou a relação entre link de origem e de destino. 

Sugerimos a leitura do nosso artigo “Mudanças e novos atributos de links: nofollow, sponsored, UGC” para você ficar por dentro das mudanças ocorridas em 2020 nos atributos de links. 

Autoridade de domínio

 

Autoridade de domínio é uma medida qualitativa que está relacionada à visibilidade e a classificação de um site nos mecanismos de busca. Os algoritmos do Google consideram diversos fatores para determinar o nível de autoridade de um site na Web, com base, principalmente, na qualidade do conteúdo e na relevância dos links que apontam para ele.

Atualizações do Google

vetor da logo do Google
fonte: freepik.com

refere-se a mudanças que o Google faz em seus algoritmos e que podem impactar no ranqueamento de um site. As grandes atualizações possuem nomes como: Panda, Penguin, Hummingbird e muitos outros.

Backlinks

ilustração do que são backlinks
ilustração por Experta Media

São links que outros sites enviam para o seu site ou página. A linkagem entre páginas tem um papel importante. Pode-se dizer que os backlinks organizam a Internet ajudando a transformá-la em um ambiente coeso.

Black Hat

ilustração de uma página com sinal vermelho de proibido
fonte: freepik.com

Técnicas e ações para ranquear um site que vão contra as orientações do Google. Em determinadas situações, o black hat por parte dos motores de busca. 

CMS (content management system)

Sistema de gerenciamento de conteúdo. Um exemplo famoso de CMS é o WordPress. Um CMS permite criar, editar, gerenciar e publicar conteúdo na internet,  permitindo que o mesmo seja modificado, removido e adicionado sem a necessidade do conhecimento da linguagem HTML de marcação.

Canonical tag

exemplo de canonical tag
fonte: https://moz.com

É uma tag de link HTML com o atributo rel = canonical. Uma tag canonical permite que você informe aos mecanismos de pesquisa que certas URLs possuem conteúdo semelhantes e informa qual deve ser levada em consideração. É fundamental para que o Google não considere alguns conteúdos como duplicados. 

Densidade de palavras-chave

tela representando busca de palavra-chave em buscador online
fonte: freepik

Refere-se a porcentagem ou mensuração de quantas vezes um determinado termo é inserido em um conteúdo. 

Description / Meta description

 

meta description resultados agencia de link building experta media
exemplo de metas descriptions de 2 resultados de pesquisas de 2 páginas da Experta Media para “agencia de link building”

Não é considerado um fator de ranqueamento. É um texto resumido que tem a intenção de mostrar o assunto da página ranqueada. É muito relevante, pois, muitas vezes, irá determinar se o usuário se interessará pelo assunto e se clicará ou não em sua página/site.

Domínio

domínio web
existe uma infinidade de sites na web e os domínios nos ajudam a identificá-los e acessá-los mais rapidamente

É o endereço do de um site. Exemplo: expertamedia.com.br

Fatores de ranqueamento

ranqueamento web
os fatores de classificação contribuem para melhorar o ranqueamento

São elementos que o Google leva em consideração ao determinar a posição de um URL/página nos resultados da pesquisa. Existem muitos fatores de classificação e eles consideram tanto os fatores técnicos de um site, quanto a relação com outros sites. 

Follow

linkagem interna
fonte: freepik.com

Atributo que indica aos robôs que eles devem seguir para origem de destino de um link e contar o link como fator de autoridade.

Headings

organizando heading tags no texto
as heading tags organizam a hierarquia das informações no texto

Também conhecidas como H1, H2, H3. São tags HTML utilizadas para destacar títulos e intertítulos de uma página.

HTML

vetor da representação de um código HTML
HTML é a abreviação para a expressão HyperText Markup Language, em inglês, que significa “Linguagem de Marcação de Hipertexto” em português

Linguagem utilizada na construção de páginas na Web.

HTTPS/HTTP (Hyper Text Transfer Protocol Secure)

url amigável
fonte: freepik.com

São protocolos de comunicação para transferência de dados, garantindo a segurança dos dados enviados e recebidos pelo usuário. 

Indexar – Indexação

indexar na web
a indexação na web diz respeito ao conteúdo de um site ou da Internet como um todo.

Processo no qual as informações do rastreamento são salvas em um grande banco de dados, chamada de index.

Keyword (palavra-chave)

chave e lupa sob uma página de site
fonte: freepik

Refere-se ao  termo de busca que o usuário insere nos motores de buscas.  

Long Tail

 

As long tails, ou palavras-chave de cauda longa, são compostas por frases que geralmente contêm mais de três palavras. Elas são mais descritivas e específica.

Link building

vetor de um notebook ligado a outras páginas de sites
fonte: freepik.com

É o processo e estratégia de construção de backlinks vindo de outros sites.

Saiba mais em: https://www.expertamedia.com.br/link-building/historia-link-building/

Nofollow

Sinal de vetor sinais de alerta de perigo de alta tensão isolado em um fundo branco
fonte: freepik.com

O código rel=”nofollow” indica que determinado link ou conteúdo não devem ser “seguidos” pelos bots do Google.

Mecanismos de Busca

Google mecanismo de busca motor de busca
O Google é conhecido como o mecanismo de busca mais famoso do mundo

São os sites como o Google que tem o objetivo de procurar por informações na web e entregar ao usuário. São chamados também de mecanismos de pesquisa ou  motores de busca.

Otimização

Todo o trabalho realizado para melhorar o ranqueamento de uma página ou de um conteúdo no Google.

PageRank

Métrica criada pela Google e utilizada pelo Google dentro do seu algoritmo para classificar a importância que um site ou página. O PageRank deixou de ser atualizado pelo Google há alguns anos e não deve ser usado como referência. 

Penalidade ou penalização

É a punição do Google para um site. Ocorre quando alguma ação que vai contra as suas diretrizes é cometida. 

Ranqueamento

Posicionamento alcançado pelo conteúdo nas páginas do Google.

Redirecionamento ou Redirect

Quando uma página da web é visitada em um determinado URL, ela muda para um URL diferente.

Responsivo

dispositivos responsivos
é importante que os usuários tenham uma boa experiência com seu site de qualquer dispositivo

É um site que se adapta a diferentes plataformas (celular, tablet, desktop)sem afetar a experiência do usuário.

Resultados orgânicos

São os resultados que aparecem nas páginas dos buscadores de forma natural e sem pagar.

Robôs do Google ou GoogleBots

robot txt
fonte: freepik.com

Também conhecido como spiders ou simplesmente bots, são um programa que navega sistematicamente na World Wide Web para indexar e classificar informações.

SEO Off-page

ilustração de um notebook com páginas saindo da tela
fonte: freepik.com

Estratégia de SEO que visa a construção de autoridade a partir do relacionamento com outros sites.

Saiba mais em: https://www.expertamedia.com.br/seo/o-que-e-seo-off-page/

SEO On-page 

vetor de uma lupa em uma página de um site
fonte: freepik.com

Melhorias que fazemos no próprio site e conteúdo.

Saiba mais em: https://www.expertamedia.com.br/seo/seo-on-page/

SERP (Search Engine Results Page)

 

ilustração da serp
É em uma página semelhante a esta que seus resultados de busca são exibidos

Página de resultados dos motores de busca.

Sitemap

sitemap
fonte: freepik.com

Trata-se literalmente do mapa do seu site, no qual você indica aos crawlers do Google quais páginas deverão ser indexadas.

Tags

Marcações específicas de que hierarquizam os conteúdos no site.

Texto-âncora (anchor text)

texto âncora
fonte: freepik.com

Quando você navega por um texto em uma página de um site, muitas vezes você se depara com um hiperlink clicável. Por exemplo este aqui: EXPERTA MEDIA. Como o hiperlink está na palavras EXPERTA MEDIA, chamamos esta expressão de texto-âncora.

Title – Page Title

É uma marcação HTML que mostra o título de uma página aos  buscadores.

URL

É um caminho de um conteúdo de  um site.

301

Redirecionamento permanente que transfere a relevância da página antiga para a nova.

302

Redirecionamento temporário.

404

Página de Erro. Devemos evitar ter muitos 404 no nosso site; há formas de otimizar a página de erro. Saiba mais aqui.